Chefe do Pentágono visita o Afeganistão após ataque dos talibãs contra base militar - Mundo - A Notícia

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Diplomacia24/04/2017 | 12h02Atualizada em 24/04/2017 | 12h10

Chefe do Pentágono visita o Afeganistão após ataque dos talibãs contra base militar

Ida de Jim Mattis ao país ocorre depois da renúncia de dois representantes do alto escalão do governo afegão, pressionados pela ofensiva que deixou mais de 100 mortos na última sexta-feira

Chefe do Pentágono visita o Afeganistão após ataque dos talibãs contra base militar JONATHAN ERNST/POOL
Comandante das forças norte-americanas no Afeganistão, John Nicholson (à esquerda), e o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis (à direita) Foto: JONATHAN ERNST / POOL
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O secretário de Defesa norte-americano, Jim Mattis, desembarcou, nesta segunda-feira, no Afeganistão para uma visita surpresa ao país. A visita oficial ocorre poucas horas depois das renúncias do ministro da Defesa, Abdullah Habibi, e do chefe do Estado-Maior do exército afegão, o general Qadam Shah Shahim.

Em sua primeira visita ao Afeganistão como chefe do Pentágono, Mattis planejava se reunir com as autoridades afegãs, incluindo o presidente Ashraf Ghani, menos de duas semanas depois que os Estados Unidos dispararam a bomba mais potente do arsenal convencional norte-americano contra posições do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no leste do país.

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As renúncias do ministro e do chefe do Estado-Maior do exército afegão ocorreram após uma série de críticas contra o governo depois do ataque dos talibãs contra uma base militar próxima à cidade de Mazar-e-Sharif, na sexta-feira. 

Para a imprensa, o ministro disse que renunciava para preservar os direitos da nação, mas não expressou nenhuma desculpa ou lamento. Nesta segunda-feira, o presidente Ashraf Ghani anunciou ainda a destituição de quatro generais do exército, sem fornecer mais detalhes. Acredita-se que a ofensiva de sexta-feira tenha sido o ataque mais mortífero já lançado pelos talibãs contra uma base militar.

Dez homens de uniforme e fortemente armados entraram na base com tanques e abriram fogo contra os soldados desarmados. O porta-voz da base atacada, Nasrat Jamshid, contou à AFP que "uma dezena de pessoas, membros das forças armadas, estão sendo interrogados como suspeitos". O anúncio aumenta as suspeitas de cumplicidade com os talibãs dentro da própria base.

Ainda não se sabe o balanço preciso de mortos no ataque, mas o número oscilaria entre 130 e 160 vítimas. Autoridades informaram que houve "mais de cem mortos ou feridos".

O ataque ressalta o fortalecimento dos talibãs, mais de 15 anos após a expulsão do grupo fundamentalista do poder, e faz parte de sua tradicional ofensiva de primavera.

Na tarde desta segunda-feira, foi registrado um atentado suicida, com a explosão de um carro na entrada do acampamento Chapman, uma base conjunta dos exércitos afegão e americano perto de Khost, no sudeste do país. No entanto, a polícia local não indicou se houve vítimas.

A visita de Mattis também ocorre dias depois de Washington lançar uma GBU-43/B, conhecida como a "mãe de todas as bombas", para destruir várias posições do grupo EI na província de Nangarhar (leste). Quase 100 extremistas perderam a vida, segundo balanços de autoridades afegãs.

Mattis, que serviu no Afeganistão, afirmou que está avaliando a situação do conflito no país para o presidente Donald Trump.

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*AFP

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