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Estados Unidos28/11/2016 | 07h25Atualizada em 28/11/2016 | 07h25

Trump denuncia "fraude" e diz que milhões votaram ilegalmente

Presidente eleito dos Estados Unidos criticou a recontagem de votos em Wisconsin, solicitada pela candidata do Partido Verde, Jill Stein

Trump denuncia "fraude" e diz que milhões votaram ilegalmente Darren McCollester/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou, no domingo, as críticas à recontagem de votos em Wisconsin, ao mesmo tempo em que citou uma "séria fraude" eleitoral em outros Estados, onde "milhões de pessoas" votaram ilegalmente.

A recontagem em Wisconsin, que ameaça reavivar o debate sobre a legitimidade da vitória do republicano — uma vez que a democrata Hillary Clinton recebeu mais votos a nível nacional —, levou Trump a entrar na discussão. Em uma mensagem no Twitter, o magnata lembrou que não apenas conquistou a maioria do Colégio Eleitoral, como também recebeu mais votos em nível geral.

"Além de uma vitória esmagadora no Colégio Eleitoral, ganhei o voto popular, se não contarmos milhões de pessoas que votaram de maneira ilegal", tuitou.

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Ao retornar a Nova York, no domingo à noite, depois de passar o feriado de Ação de Graças em seu resort Mar-a-Lago na Flórida com a família, Trump usou novamente o Twitter para afirmar que uma fraude eleitoral aconteceu em vários estados.

"Séria fraude eleitoral na Virginia, New Hampshire e Califórnia — por que, então, a mídia não está informando sobre isto? Sério viés — grande problema!", escreveu Trump.

Mais cedo, também no Twitter, ele já havia mencionado Hillary Clinton para se referir à necessidade de respeitar o processo eleitoral e chamou a recontagem de algo "triste".

A ex-diretora de campanha e assessora de Trump, Kellyanne Conway, insinuou que, se a equipe de Hillary pressionar para fazer a recontagem, o republicano poderá reconsiderar sua promessa de não processá-la por usar um servidor privado de e-mails quando era secretária de Estado.

Trump foi "magnânimo" em relação à Hillary e "parece que sua resposta é que seu advogado se una a essa ridícula recontagem", disse Conway à rede ABC.

Reince Priebus, que será chefe de gabinete do magnata na Casa Branca, reforçou as declarações de Kellyanne. Segundo ele, embora o presidente eleito não esteja "buscando métodos e formas para perseguir e processar Hillary Clinton", poderá estar "aberto a ouvir", se aparecerem novos indícios contra ela.

A equipe de Hillary Clinton ainda não reagiu, mas o senador Bernie Sanders, derrotado pela ex-secretária nas primárias do partido, defendeu a recontagem.

— O Partido Verde tem o direito legal de fazer isso — disse ele à CNN. — Há recontagens em praticamente toda eleição. Ninguém espera (que haja) uma mudança profunda — completou.

A recontagem de votos foi pedida pela candidata do Partido Verde, Jill Stein.

A campanha de Hillary Clinton informou, no sábado, que se uniria à recontagem, apesar de não ter encontrado irregularidades no resultado geral da eleição presidencial.


 
 

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