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Washington30/11/2016 | 14h43

Trump define equipe econômica e antecipa que deixará seus negócios

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que irá deixar de lado seus negócios para se dedicar inteiramente à Casa Branca, e definiu uma parte fundamental da equipe econômica que acompanhará sua gestão.

Em uma nova avalanche de mensagens no Twitter, Trump anunciou que dará junto a seus filhos uma "importante" coletiva de imprensa em 15 de dezembro para fornecer maiores detalhes sobre o afastamento de seu império de negócios.

Com essa oportunidade pretende "discutir o fato que deixarei minha grande empresa de forma total e me concentrarei em administrar o país".

O presidente eleito apontou que não é "obrigado por lei" a se desfazer de suas empresas, mas considera isso "visualmente importante".

"Sinto que é visualmente importante, como presidente, não ter nenhum tipo de conflito de interesses com meus vários negócios", assinalou.

Por isso, "estão preparando documentos legais que me retiram completamente das operações comerciais. A Presidência é uma tarefa muito mais importante", expressou o bilionário republicano.

Em declarações feitas há uma semana ao jornal The New York Times, Trump assegurou que seu governo não será arruinado por conflitos de interesses com suas empresas.

"Em teoria, poderia seguir com minhas empresas perfeitamente e governar perfeitamente. Não houve nunca um caso assim", disse adiantando que pensava em desenhar "algum tipo de fideicomisso" para administrar seus negócios enquanto se encarrega da Casa Branca.

Desde sua vitória nas eleições presidenciais, a relação entre os negócios de Trump e sua atividade como presidente se tornou uma preocupação por eventuais conflitos de interesse, principalmente porque seus negócios se estendem por diversos países e isso abre enormes dúvidas sobre como funcionariam essas relações bilaterais.

O futuro chefe de gabinete de Trump, Reince Priebus, disse recentemente que isso não seria um problema, pois "há muitos bons advogados em questão de ética" trabalhando em um "plano".

Novos funcionários

A equipe de transição de Trump anunciou a nomeação do banqueiro Steven Mnuchin, um ex-funcionário do Goldman Sachs, como secretário do Tesouro, e do bilionário Wilbur Ross como secretário do Comércio no futuro gabinete.

Todd Ricketts, coproprietário da equipe de beisebol Chicago Cubs, será o subsecretário do Comércio.

"Mnuchin é um financista, banqueiro e empresário de enorme qualificação e se mostrou fundamental no desenvolvimento de nosso plano para construir uma economia dinâmica que permita criar milhões de empregos", expressou Trump em um comunicado.

Classificou Ross como "um dos melhores negociadores que conheci e é uma opinião minha, que sou o autor do livro 'A arte da negociação'".

Mnuchin e Ross participaram nesta quarta-feira de um programa de TV onde disseram se sentir "honrados" por suas nomeações.

Ao sair do edifício onde Trump centraliza as tarefas para formar seu governo, Mnuchin disse que a prioridade da nova administração será criar as condições para que a economia "volte a crescer entre 3% e 4% ao ano".

"Nossa prioridade será a economia, fazê-la voltar a crescer de 3% a 4%, (pois) acreditamos ser sustentável e vamos nos concentrar nos trabalhadores", disse.

Steven Mnuchin, 53 anos, é um ex-Goldman Sachs e foi um dos responsáveis pela parte financeira da campanha de Trump.

Formado pela Universidade de Yale, iniciou sua carreira no Goldman Sachs antes de criar um fundo de investimento com o apoio do especulador George Soros, ajudando a financiar produções como "Avatar".

Já Wilbur Ross é um multimilionário conhecido por comprar empresas do setor metalúrgico para vendê-las posteriormente com imensas margens de lucro. Calcula-se que sua fortuna pessoal chegue aos três bilhões de dólares.

Ross terá em suas mãos a administração das disputas comerciais dos Estados Unidos com a China. O futuro secretário do Comércio é favorável à imposição de pesadas tributações sobre as exportações chinesas, especialmente para frear a entrada de aço e alumínio no mercado americano.

Durante toda sua campanha, Trump prometeu que seu governo fará "melhores acordos" com seus tradicionais sócios comerciais, especialmente China e México.

Na terça-feira à noite Trump jantou com o ex-candidato à Presidência Mitt Romney, que durante a campanha havia chamado o agora presidente eleito de "charlatão". Mas, apesar disso, é um dos favoritos para o posto de secretário de Estado.

* AFP

 
 

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