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Genebra27/11/2016 | 11h29

Suíços decidem sobre abandono da energia nuclear

Os suíços se pronunciam neste domingo sobre uma proposta para abandonar rapidamente a energia nuclear, que levaria ao fechamento de todos ou quase todos os reatores do país a partir do ano que vem.

Poucos meses depois do acidente de Fukushima no Japão, provocado em março de 2011 por um tsunami, as autoridades suíças prometeram fechar progressivamente as usinas nucleares, mas sem um plano detalhado.

A ideia do governo é deixar fora de serviço, à medida em que cheguem ao final do seu ciclo de vida, os cinco reatores do país, que produzem um terço da eletricidade da Suíça.

Mas todas as usinas nucleares suíças operam com licença, o que lhes permite continuar produzindo eletricidade enquanto cumprirem com os critérios de segurança.

Por isso, há quatro anos o partido Verde começou a reunir as 100.000 assinaturas necessárias para organizar uma consulta pública em nível federal, que propõe limitar a um máximo de 45 anos o ciclo de vida de um reator.

Se ganhar o "sim", a usina de Beznau, no cantão de Argóvia (norte), e a usina de Muhlberg, no cantão de Berna (centro) deveriam fechar suas portas em 2017. As demais deixariam de funcionar até 2029.

Embora o governo, o parlamento e os partidos de direita estejam de acordo em deter paulatinamente os reatores, o executivo lamenta que a consulta impulsada pelo partido Verde obriga a fechamentos prematuros das usinas.

"Seria impossível compensar a tempo o abandono da eletricidade nuclear com eletricidade procedente de energias renováveis e produzida na Suíça", indica um documento oficial do governo, que alerta sobre o risco de problemas de abastecimento.

A Suíça produz 33% da sua eletricidade a partir da energia nuclear, 60% com usinas hidrelétricas e 4% com fontes de energia renovável, como a solar ou a eólica, segundo dados oficiais.

Os eleitores parecem divididos. As primeiras pesquisas davam vantagem aos partidários do abandono acelerado da energia nuclear, mas esta diferença diminuiu e, segundo uma pesquisa publicada na semana passada, o "sim" obteria 48% dos votos, e o "não", 46%.

Os resultados serão divulgados neste mesmo domingo.

* AFP

 
 

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