Presidente sul-coreana afirma que está disposta a renunciar após escândalo de corrupção - Mundo - A Notícia

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Crise29/11/2016 | 08h19Atualizada em 29/11/2016 | 08h19

Presidente sul-coreana afirma que está disposta a renunciar após escândalo de corrupção

Park Geun-Hye anunciou que deixará o Parlamento decidir seu destino e poderá deixar o cargo antes do fim do mandato, que se encerra em 2018

Presidente sul-coreana afirma que está disposta a renunciar após escândalo de corrupção Reprodução/Twitter
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A presidente sul-coreana Park Geun-Hye, envolvida em um escândalo de corrupção, afirmou, nesta terça-feira, que está disposta a deixar o cargo antes do fim de seu mandato, previsto para o início de 2018, e anunciou que deixará o Parlamento decidir seu destino.

— Deixarei a questão da minha saída e de uma redução do tempo de meu mandato ao que a Assembleia Nacional decidir. Quando os parlamentares determinarem as condições de uma transferência que minimize o vazio de poder e o caos na gestão governamental, sairei — afirmou Park em um discurso exibido na TV.

O anúncio é interpretado como uma tentativa da presidente de evitar a humilhação de um processo de destituição, já que a popularidade de Park Geun-Hye desabou por causa do escândalo de corrupção.

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O escândalo político tem como pivô a amiga e ex-confidente da presidente, Choi Soon-Sil, detida por ter utilizado sua relação com Park para extorquir as grandes empresas sul-coreanas. A presidente é suspeita de "conivência" pelos promotores que investigam o caso. Desde que o escândalo explodiu, a cada sábado, são organizadas grandes manifestações em todo o país com pedidos de renúncia da presidente.

Antes do discurso de Park, vários parlamentares afirmaram que esperavam votar a destituição na próxima sexta-feira. Vários deputados governistas apoiam a medida radical proposta pela oposição. Em caso de aprovação pela Assembleia Nacional, a destituição da presidente precisa ser validada pela Corte Constitucional.

À espera da decisão da Corte Constitucional, a presidente é afastada do cargo e o primeiro-ministro assume de forma interina a função presidencial.

— Esperamos votar a destituição esta semana — declarou Woo Sang-Ho, líder da bancada do Partido Democrático, principal força da oposição.

Park Jie-Won, presidente do Partido do Povo, segundo maior da oposição, afirmou que a Assembleia Nacional decidirá, na sexta-feira, a destituição de Park. 

Há alguns dias, a presidente Park pediu desculpas pelo caso Choim, mas descartou a possibilidade de renunciar ao mandato. Na Coreia do Sul, um presidente em exercício não pode ser processado por uma questão penal, exceto no caso de traição ou insurreição. No entanto, a imunidade presidencial acaba ao final do mandato.

Alguns analistas afirmaram que Park tentaria negociar a renúncia em troca da promessa de não ser julgada. Em um primeiro momento, a presidente aceitou ser interrogada pelos promotores e uma comissão independente do Parlamento. Há há dois dias, entretanto, ela vem mudando de opinião e seu advogado rejeitou as datas de interrogatório propostas pelo MP.


 
 

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