Obama diz que história julgará impacto de Fidel; Trump chama cubano de "ditador brutal" - Mundo - A Notícia

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Cuba em luto26/11/2016 | 15h39Atualizada em 26/11/2016 | 15h39

Obama diz que história julgará impacto de Fidel; Trump chama cubano de "ditador brutal"

Presidente eleito dos Estados Unidos afirmou que fará "o possível" para garantir que o país vizinho caminhe rumo "à liberdade que tanto merece"

AFP
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O presidente americano, Barack Obama, e seu sucessor, Donald Trump, tiveram reações diferentes à morte do líder cubano Fidel Castro, ocorrida na noite de sexta-feira em Havana. Enquanto o democrata adotou um discurso conciliador, o republicano optou por criticar o ex-presidente de Cuba. 

Obama disse que os Estados Unidos estendem a "mão da amizade ao povo cubano".

"A história registrará e julgará o enorme impacto de sua personalidade singular no povo e no mundo em volta dele. Sabemos que este momento enche os cubanos – em Cuba e nos Estados Unidos – e emoções poderosas, lembrando as incontáveis formas como Fidel Castro alterou o curso de vidas individuais, famílias e da nação cubana", afirmou o presidente americano, em comunicado. "Durante a minha presidência, trabalhamos duro para deixar o passado para trás, perseguindo um futuro no qual a relação entre nossos dois países é definido não por nossas diferenças, mas por muitas coisas que compartilhamos como vizinhos e amigos".

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Já Trump referiu-se neste sábado a Fidel Castro como "um ditador brutal que oprimiu seu povo por seis décadas".

"Embora as tragédias, as mortes e a dor provocadas por Fidel Castro não possam ser apagadas, nossa administração fará tudo o possível para assegurar que os cubanos possam finalmente começar seu caminho rumo à prosperidade e à liberdade que tanto merece", declarou Trump em um comunicado.

O presidente eleito não fez qualquer menção a suas ameaças prévias de reverter a histórica reaproximação realizada pelos dois países sob a presidência de Barack Obama. Fiel à retórica usada em sua campanha eleitoral, Trump destacou que "o legado de Fidel Castro é o dos pelotões de fuzilamento, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e a negação aos direitos humanos fundamentais".

Os Estados Unidos restauraram laços diplomáticos com Cuba em julho de 2015 e reabriram sua embaixada em Havana um mês depois em uma reaproximação histórica que pôs fim a mais de meio século de uma inimizade que perdurava com a ilha comunista desde a Guerra Fria. Em março, Obama fez uma visita histórica a Cuba.Essa histórica reaproximação entre Washington e Havana, no entanto, foi conduzida por Obama e Raúl Castro, já que Fidel se afastou das atividades políticas em 2011.

Fidel Castro faleceu na noite de sexta-feira em Havana, aos 90 anos. Seu corpo será cremado, conforme anunciou seu irmão, Raúl, em mensagem à população, e as cinzas serão sepultadas em um cemitério em Santiago de Cuba em 4 de dezembro.

 
 

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