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Nova York29/11/2016 | 18h08

Donald Trump ainda busca seu chefe da diplomacia

Donald Trump ainda busca o chefe da sua diplomacia, e sua equipe se encontra dividida entre o peso-pesado republicano Mitt Romney, o ex-diretor da CIA David Petraeus ou o senador Bob Corker.

Terceiro cargo mais importante do Estado, voz e rosto dos Estados Unidos no mundo, o posto de secretário de Estado é objeto de disputa para substituir o ex-senador democrata John Kerry.

O departamento de Estado é uma formidável máquina de 70.000 pessoas que compõem diversos setores da diplomacia americana.

Na última semana, em meio a uma verdadeira avalanche de rumores, se consolidaram os três nomes considerados os favoritos, embora não se possa descartar o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani.

Petraeus é o mais celebrado general de sua geração, um ex-diretor da CIA e ex-comandante das forças americanas no Iraque e no Afeganistão, embora tenha caído em desgraça em 2012 por um caso extramatrimonial.

Na Torre Trump de Nova York, Petraeus manteve na segunda-feira uma reunião de uma hora com o presidente eleito. Depois do encontro, Trump usou a rede Twitter para dizer que havia ficado "muito impressionado" com o general.

Aos 64 anos de idade, é claramente o que tem os mais profundos conhecimentos de política internacional de todos os nomes considerados para o cargo.

Sua reputação é tão sólida que no auge de sua trajetória, em 2011, chegou a ser considerado um potencial candidato presidencial.

De adversário a aliado

No entanto, um romance com uma jornalista que mostrou uma documentação secreta provocou sua queda. Em 2015, admitiu sua culpa pela forma como manteve o material sigiloso, e foi punido com dois anos em liberdade condicional.

O escândalo poderá ser um ser um sério obstáculo para a eventual aprovação de Petraeus no Senado.

Os republicanos acusam a ex-candidata presidencial democrata Hillary Clinton de ser irresponsável com a documentação secreta, o que tornaria o apoio a Petraeus uma contradição.

Nesta terça, dois influentes senadores republicanos, Lindsey Graham e John McCain apoiaram abertamente a escolha de Petraeus, e até a senadora democrata Dianne Feinstein expressou seu "mais profundo respeito".

No entanto, Jason Miller, porta-voz de Trump nesta fase de transição, disse que é "um pouco prematuro" considerar a nomeação de Petraeus um fato consumado.

Nesta terça-feira, Trump tem na agenda uma nova reunião com Romney, um ex-candidato presidencial republicano que mantém sua influência no partido embora na campanha tenha classificado o agora presidente eleito de "charlatão" e "fraude".

Entretanto, no final de semana uma alta assessora de Trump, Kellyanne Conway -que foi chefe da campanha eleitoral- revelou as tensões internas na equipe presidencial sobre a eventual presencia de Romney en el gabinete.

De forma completamente inesperada, Conway escreveu no Twitter que estava recebendo uma "avalanche" de mensagens de eleitores de Trump, quem lembravam que na campanha Romney fez esforços especiais para criticar Trump.

A eventual nomeação de Romney para o Departamento de Estado ajudaria a unificar o partido republicano em torno de Trump, mas aliados mais próximos ao presidente eleito o consideram uma figura muito ligada ao 'establishment' político.

Corker, presidente da comissão das Relações Exteriores no Senado, também deve reunir-se com Trump ainda hoje.

Giuliani ainda mantém vivas suas esperanças por sua pública lealdade a Trump, mas as informações divulgadas sobre suas atividades empresariais podem desqualificá-lo para o cargo.

A raposa e o galinheiro

Nesta terça-feira, Trump anunciou a nomeação do legislador e cirurgião Tom Price para ser o futuro secretário de Saúde.

Price é crítico feroz do atual sistema de saúde pública, denominado 'Obamacare', e sua nomeação sugere que Trump está disposto a cumprir sua promessa de campanha de acabar em uma canetada com essa política.

Price "está excepcionalmente qualificado para conduzir nosso compromisso de desmontar e substituir o sistema Obamacare", expressou Trump em nota oficial.

O partido democrata reagiu imediatamente, e o novo líder no senado, Charles Schumer, disse que colocar Price à frente do Departamento de Saúde equivale a "pedir à raposa que tome conta do galinheiro".

Jason Miller, porta-voz de Trump nesta fase de transição, disse que o presidente eleito deveria anunciar também o futuro responsável pelo Departamento de Transportes.

De acordo com a imprensa americana, a favorita é a legisladora conservadora Elaine Chao, nascida em Taiwan, que já foi secretária de Trabalho durante o governo de George W Bush, entre 2001 e 2009.

Foi também subsecretária de Transportes durante o governo de George W H Bush, entre 1989 e 1991. Chao está casada com o senador Mitch McConnell, chefe da bancada do partido republicano nessa câmara.

jm/ahg/val/cc

 
 

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