Bombardeio francês teria matado extremista argelino Mokhtar Belmokhtar - Mundo - A Notícia

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Washington28/11/2016 | 23h27

Bombardeio francês teria matado extremista argelino Mokhtar Belmokhtar

O extremista de origem argelina Mokhtar Belmokhtar, vinculado à Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), foi alvo de um bombardeio de aviões franceses na Líbia no início do mês e provavelmente foi morto - disse uma fonte oficial americana à AFP, nesta segunda-feira (28).

O bombardeio contou com o apoio da Inteligência americana, relatou a fonte, confirmando informações reportadas pelo jornal The Wall Street Journal.

Em visita a Washington, o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, não quis dar declarações sobre o tema.

Belmokhtar é um dos líderes do grupo Al-Murabitun, responsável por violentos ataques na região do Sahel e já havia sido dado por morto em junho de 2015, depois de um bombardeio aéreo na Líbia, e em 2013.

É um dos chefes islamitas extremistas mais procurados da região. Os Estados Unidos colocaram preço na cabeça de Belmokhtar: US$ 5 milhões.

Esse veterano do extremismo nasceu em junho de 1972 em Ghardaïa, na Argélia, às portas do Saara. Lutou desde muito jovem no Afeganistão, em 1991, onde perdeu um olho, e de lá seu apelido de "O Caolho".

Foi membro do Grupo Islâmico Armado (GIA, desmantelado em 2005) e depois do Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC), dissidente do GIA e apoiado por Bin Laden. Depois, o GSPC se converterá em AQMI, organização com a qual sempre manterá relações conflitivas.

A AQMI o destitui em 2012, por insubordinação. Em 2013, funda seu grupo armado com o Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao), uma das formações extremistas do norte do Mali, alvo da operação militar francesa chamada Seval, lançado em janeiro de 2013.

Assim nasce Al Murabitum, grupo que dirige e que oficializa sua união ao AQMI em 2015.

Segundo The Wall Street Journal, o ataque francês demonstra a cooperação militar e de Inteligência entre Estados Unidos e França.

Depois dos atentados de Paris em novembro de 2015, o presidente Barack Obama anunciou um maior intercâmbio de informação entre os serviços de Inteligência franceses e americanos.

lby/dc/sst/spc/val/cn/pr/tt

 
 

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