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Madri19/10/2016 | 14h30

Suposto assassino de família brasileira chega à Espanha para depor

O homem suspeito de matar e esquartejar familiares brasileiros residentes na Europa chegou nesta quarta-feira à Espanha para prestar "depoimento voluntário" sobre o caso, informou uma fonte da Guarda Civil, em Madri.

François Patrick Nogueira Gouveia, sobrinho da família e principal suspeito dos crimes, se entregou no Brasil e "vem voluntariamente depor", disse a fonte à AFP.

François, de 19 anos, chegou em um voo comercial proveniente de São Paulo ao aeroporto internacional de Barajas, em Madri, onde foi detido pela Guarda Civil.

O suspeito foi levado para a sede da Guarda Civil em Guadalajara (centro), onde fica o tribunal responsável pelo caso, informou a fonte, antes de destacar que a viagem voluntária foi acertada após uma "série de conversas" entre a Guarda Civil e o advogado do suspeito.

Ele é o principal suspeito do assassinato de quatro integrantes da família originária do estado da Paraíba: Marcos Campos Nogueira, a mulher dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos do casal, de um e quatro anos.

As vítimas foram encontradas mortas em 18 de setembro em um chalé de Pioz, 60 km ao leste de Madri.

Os corpos estavam em sacos plásticos. Os dois adultos, de 30 anos, foram esquartejados.

Os investigadores acreditam que o crime pode ter acontecido um mês antes da descoberta da polícia.

A Guarda Civil afirmado ter "muitos indícios razoáveis e provas inquestionáveis" de que François, sobrinho de Marcos, foi o autor material do crime.

Além disso, os investigadores acrescentaram que o jovem suspeito apresenta um perfil psicótico.

Entre os indícios citados, os investigadores apontaram que o sobrinho trocou apressadamente sua passagem de avião para voltar ao Brasil em 20 de setembro, dois dias depois da descoberta dos cadáveres.

Eles foram achados no dia 18 de setembro e Marcos não era visto desde 17 de agosto, por isso os investigadores acreditam que o crime possa ter acontecido na tarde ou noite desse dia.

De acordo com o GPS do telefone celular do suspeito, ele esteve na casa de Pioz no dia do crime, afirmou na semana passada um funcionário do governo na região de Castilla-La Mancha.

Sem apego à vida

Por outro lado, não há indícios de que tenha agido com a ajuda de um cúmplice ou que tenha relações com o crime organizado, segundo os investigadores.

O ministério das Relações Exteriores da Espanha havia solicitado ao Brasil a detenção do suspeito, mas o governo brasileiro respondeu que, em virtude do tratado bilateral de extradição, não poderia entregar François, que agora chega de maneira voluntária a Espanha.

Segundo os investigadores, o suspeito possui um perfil marcado por "egoísmo", "narcisismo" e "falta de apego à vida humana". Ele possui um passado violento, pois agrediu um professor no Brasil.

A Guarda Civil não quis se aventurar no terreno das hipóteses sobre o motivo do crime, apesar de a imprensa espanhola especular que pode ter se tratado de um crime passional, com base em declarações da família da mulher assassinada.

François viveu quatro meses com a família chacinada na localidade de Torrejón de Ardoz, situada próxima de Madri, onde Marcos Campos e sua família residiram antes de se mudar para Pioz.

Depois de prestar depoimento à Guarda Civil, será colocado à disposição do tribunal de Guadalajara, provavelmente na sexta-feira, acrescentou o porta-voz da entidade.

du/fp/cn/mvv

 
 

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