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Reação contra o terror18/10/2016 | 10h29Atualizada em 18/10/2016 | 10h29

ONU estima receber 400 mil refugiados após ofensiva no Iraque

Mossul está sob fogo cruzado após o premier do país anunciar uma grande operação para retirar a cidade das mãos do Estado Islâmico

ONU estima receber 400 mil refugiados após ofensiva no Iraque AHMAD AL-RUBAYE / AFP/AFP
Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP / AFP
Agência Brasil
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A coordenadora das Nações Unidas para o Iraque, Lisa Grande, afirmou que a entidade está se preparando para receber cerca de 400 mil refugiados por causa da ação militar na cidade de Mossul. 

– Estamos trabalhando sem descanso para abrir, dentro das próximas semanas, mais 22 campos de emergência que podem abrigar até 400 mil refugiados em fuga de Mossul – disse a representante em uma coletiva de imprensa em Bagdá. 

De acordo com a coordenadora, "até o momento, nós temos seis campos capazes de abrigar 60 mil pessoas", mas é estimado que até meio milhão de pessoas fujam do local. 

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A terceira maior cidade do Iraque está sob fogo cruzado após o premier do país, Haidar al-Abadi, anunciar uma grande operação para retirar a localidade das mãos do Estado Islâmico. O controle dos jihadistas já dura mais de dois anos e Mossul é considerada a "capital do Califado" proclamado pelo EI. Na época em que os extremistas tomaram a cidade, em 2014, as imagens de mais de meio milhão de pessoas fugindo a pé rodaram o mundo e alertaram os países "aliados" dos iraquianos de que a situação estava saindo do controle. 

Lisa Grande destacou ainda que os traficantes de seres humanos já começaram a atuar na cidade e estão cobrando "cerca de US$ 10 mil" para retirar quem quer fugir do confronto. Segundo a coordenadora, antes da ofensiva, esse valor girava em torno dos US$ 1,5 mil. 

Itália 

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou que a ação militar no Iraque – que conta com o apoio da coalizão para derrotar o EI –, não deve "repetir" os erros já cometidos por tropas estrangeiras. 

– Não pode-se repetir os erros do passado. Não basta libertar Mossul, será preciso gerir a fase sucessiva de maneira inclusiva e estável – disse Gentiloni lembrando que a Itália é o segundo país com mais tropas militares no território iraquiano – atrás apenas dos EUA.

 
 

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