ONU anuncia cessar-fogo de 72 horas no Iêmen a partir de quinta - Mundo - A Notícia

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Nações Unidas17/10/2016 | 21h51

ONU anuncia cessar-fogo de 72 horas no Iêmen a partir de quinta

A ONU anunciou nesta segunda-feira a entrada em vigor de um cessar-fogo de 72 horas no Iêmen, a partir da noite de quarta-feira.

Esta trégua começará na quarta-feira, dia 19 de outubro, às 23H59 local (17H59 Brasília) "por um período inicial de 72 horas, sujeito a renovação", disse o mediador da ONU para o Iêmen, Ismaïl Ould Cheikh Ahmed, acrescentando que obteve o compromisso de "todas as partes" envolvidas na guerra civil no país.

O mediador apresentou a trégua como a "retomada da suspensão global das hostilidades" que havia sido instaurada no dia 10 de abril passado, mas que não foi respeitada.

Segundo Ismaïl Ould Cheikh Ahmed, esta nova trégua "evitará ao povo iemenita novos derramamentos de sangue e permitirá ampliar a entrega de ajuda humanitária".

O mediador exortou "todas as partes iemenitas, os países da região e a comunidade internacional a promover o pleno respeito à suspensão das hostilidades e assegurar que isto acabe com o conflito de maneira permanente e durável".

O presidente iemenita, Abd Rabo Mansur Hadi, aceitou o cessar-fogo de 72 horas, que poderá ser prorrogado.

"O presidente aceitou um cessar-fogo de 72 horas, que pode ser prorrogado se a outra parte cumprir", indicou o chanceler Abdelmalek al-Mekhlafi em sua conta no Twitter.

As condições estabelecem a instalação de um comitê de observação da trégua e põem fim ao cerco da cidade de Taez.

No domingo (17), Estados Unidos, Reino Unido e ONU pediram ao governo iemenita e aos rebeldes xiitas que firmassem um cessar-fogo no Iêmen.

"Chegou a hora de estabelecer um cessar-fogo sem condições e depois ir para a mesa de negociações", disse o secretário de Estado americano, John Kerry, depois de uma reunião em Londres dedicada ao conflito.

A guerra nesse país deixou 6.885 mortos desde março de 2015, quase a metade civis, segundo a ONU.

Desde 2014, os rebeldes huthis controlam a capital, Sanaa, e outras regiões do país, obrigando o governo a se exilar.

Em 2015, uma coalizão árabe dirigida pela Arábia Saudita lançou uma operação militar para apoiar as forças leais ao governo.

O conflito no Iêmen já deixou mais de 7 mil mortos e uma severa crise humanitária no país.

avz/faa/lr

 
 

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