Junta da Tailândia pede ao povo que puna quem criticar monarquia - Mundo - A Notícia

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Bangcoc18/10/2016 | 12h48

Junta da Tailândia pede ao povo que puna quem criticar monarquia

A junta militar no poder na Tailândia pediu nesta terça-feira que o povo puna as pessoas que criticarem a monarquia e já estão sendo postados nas redes sociais vídeos que mostram tailandeses sendo agredidos por suas posições antimonárquicas.

"Não há melhor maneira de castigar essas pessoas que puni-las socialmente", declarou o ministro da Justiça, general Paiboon Koomchaya, à imprensa.

Também pediu que sejam apresentadas ante a justiça as pessoas que violarem a lei desse país onde o crime de lesa majestade é castigado com até 15 anos de prisão por cada insulto proferido.

O ministro comentou o caso de uma mulher detida no domingo na ilha de Samui (sul) por difamação real, depois de postar no Facebook uma menção ao príncipe e ao regente, e a pressão exercida pela multidão furiosa reunida ante uma delegacia para delatá-la.

Entrevistada pela AFP, uma fonte da polícia local se orgulhou em dizer que forçou a moça a "apresentar desculpas em público em frente ao retrato do rei".

Nos últimos dias circularam vídeos nas redes sociais de pessoas linchadas por multidões que as acusavam de falta de fervor monárquico.

Um vídeo postado nesta terça ao vivo no Facebook mostrava grupos de pessoas agredindo um homem e obrigando-o a se ajoelhar e pedir desculpas por insultar a monarquia.

"Eu não queria dizer aquilo, eu amo o rei", gritava o homem na gravação feita na região de Chonburi, leste do país.

Cinco dias depois da morte do rei Bhumibol Adulyadej, que era considerado um semideus e era protegido por uma draconiana lei de lesa majestade, estas agressões são o primeiro sinal da ruptura com a imagem de uma nação unida no luto, difundida durante todo o dia pela televisão.

A polícia indicou que não tem como fornecer um balanço total deste tipo de agressão, mas que vários incidentes do tipo foram registrados nos últimos dias.

Por sua parte, o chefe da junta, general Prayut Chan-O-Cha, pediu prudência a quem divulga imagens insultantes ou que afetam a segurança nacional.

"Isso faz o povo sofrer e é ilegal", afirmou.

Até o momento, nenhum dos opositores ao regime militar ousou romper o luto.

O príncipe Maha Vajiralongkorn está longe de ter a popularidade de seu pai e anunciou que precisa de um tempo antes de subir ao trono.

Para o analista David Streckfuss, residente na Tailândia, a junta não faz nada para aplacar os incidentes, criando uma espécie de sensação de que a monarquia está sendo atacada.

"Eles criaram uma mentalidade de bunker", explicou, acrescentando que não acredita que no país exista algo que se pareça com um movimento republicano.

* AFP

 
 

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