Aleppo está há mais de 24 horas sem bombardeios aéreos russos e sírios - Mundo - A Notícia

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Beirute19/10/2016 | 06h39

Aleppo está há mais de 24 horas sem bombardeios aéreos russos e sírios

Aleppo está há mais de 24 horas sem bombardeios da aviação síria e russa, mas prosseguem os intensos combates terrestres entre tropas governamentais e rebeldes, indicaram nesta quarta-feira uma ONG e os socorristas da cidade do norte da Síria.

A Rússia, principal aliada do presidente Bashar al-Assad, havia anunciado na terça-feira a suspensão dos bombardeios contra o leste de Aleppo, a parte da cidade sob controle rebelde.

A suspensão dos bombardeios precede uma "trégua humanitária" anunciada pela Rússia para quinta-feira com o objetivo de evacuar os civis e os rebeldes que desejarem.

"Não há ataques aéreos desde a manhã de terça-feira", disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Mas seguem ocorrendo combates em vários fronts perto dos bairros rebeldes, em especial na Cidade Velha" com tiros de artilharia do regime e disparos de foguetes pelos rebeldes", disse.

"Não há aviões no céu neste momento", disse à AFP Ibrahim Abu al Leith, porta-voz dos Capacetes Brancos em Aleppo, os socorristas da zona rebelde.

"Mas ainda há tiros de artilharia e foguetes", acrescentou.

Na terça-feira, aproveitando a pausa dos ataques aéreos, a população de Aleppo saiu às ruas para comprar alimentos, que ficam cada vez mais escassos.

A zona rebelde de Aleppo está completamente sitiada pelas forças governamentais há três meses.

A "pausa humanitária" deve começar na quinta-feira às 08h00 locais (03h00 de Brasília) e durar oito horas, de acordo com o anunciado pela Rússia.

Os 250.000 habitantes dos bairros do leste da cidade, nas mãos dos rebeldes desde 2012, estão submetidos a intensos bombardeios dos aviões russos e sírios.

O governo lançou uma ofensiva para recuperar o controle de toda a cidade.

Durante os bombardeios, vários hospitais foram atingidos pelas bombas russas e sírias, o que levou vários países ocidentais, entre eles a França, a denunciar "crimes de guerra".

* AFP

 
 

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