Professora de Joinville transforma alunos em "pequenos cientistas" e é finalista de prêmio nacional - Geral - A Notícia

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Educação16/10/2018 | 17h16Atualizada em 16/10/2018 | 17h39

Professora de Joinville transforma alunos em "pequenos cientistas" e é finalista de prêmio nacional

Jocelaine Silveira venceu categoria Pré-Escola Regional Sul em concurso promovido pelo Ministério da Educação, com o projeto "O que tem no mato: Mistérios da natureza!"

Professora de Joinville transforma alunos em "pequenos cientistas" e é finalista de prêmio nacional Salmo Duarte/A Notícia
Jocelaine Silveira e os alunos colocam a "mão na massa" em laboratório criado dentro da sala de aula Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A professora Jocelaine Silveira, da Rede Municipal de Ensino de Joinville, aceitou o desafio da direção do Cei no qual trabalha, no Itinga, e buscou desenvolver com seus 16 alunos, todos na faixa dos cinco anos de idade, a conexão deles e dos seus conhecimentos com a natureza. O Centro de Educação Infantil Profª Juliana De Carvalho Vieira fica ao lado de uma mata e esse foi o fator determinante para que o projeto saísse do papel e tornasse os alunos em pequenos cientistas. E mais, descobrissem os mistérios da natureza e se percebessem como parte dela, desvendando o uso dos chás, temperos, plantas frutíferas e seus efeitos.

Da ideia à prática, o projeto "O que tem no mato: Mistérios da natureza!", se tornou vencedor regional da categoria Pré-Escola do Prêmio Professores do Brasil, do Ministério da Educação, ao inserir pesquisa de campo no dia a dia das crianças. além dela, Luciana Bossy Demetrio, de 31 anos, com o projeto “Filhos Da Chuva: Conhecendo Nossa Cidade Pela Ótica De Juarez”, foi premiada regionalmente no concurso, na categoria creche.

O anúncio foi feito em data simbólica, na segunda-feira (15), quando se comemorou o Dia dos Professores, com o intuito de reconhecer o trabalho dos professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria nos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula. Como premiação as professoras de Joinville vão receber R$ 7 mil, troféu e viagem oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Agora, as práticas inspiradoras de Joinville se juntam a outras 28 iniciativas de todas as Regiões do Brasil, onde serão conhecidos os campeões nacionais desta edição em seis categorias na Educação Infantil, anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. A premiação está prevista para ocorrer no dia 29 de novembro, no Rio de Janeiro, e os grandes vencedores de cada modalidade receberão prêmio adicional de R$ 5 mil e troféu.

 Conheça a professora Jocelaine e o projeto "O que tem no mato: Mistérios da natureza!"

 JOINVILLE,SC,BRASIL,16-10-2018.11ª Edição Prêmio Professores do Brasil,Jocelaine Silveira,projetos O Que Tem no Mato,C.E.I Professora Juliana de Carvalho ,rua dos Esportistas,bairro Itinga.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Alunos de cinco anos fizeram com auxílio da professora uma horta medicinal no Cei onde estudam em JoinvilleFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Professora há sete anos, sendo três na Educação Infantil, Jocelaine Silveira pode se orgulhar de aos 29 anos colocar no currículo um grande feito, ao vencer a categoria categoria Pré-Escola do Prêmio Professores do Brasil, Regional Sul. Segundo ela, tudo começou ao ouvir o que as crianças desejavam aprender e a partir daí desenvolver as atividades programadas.

Dali em diante, entre as ações promovidas ao longo da proposta se destacam visitas técnicas à universidades, catalogação de plantas e ervas, o feitio de uma horta medicinal e um laboratório dentro de sala de aula e operado pelos próprios alunos, com direito a lupas, frascos de análise, microscópio e ferramentas. Um jeito diferente de aprender e desenvolver habilidades que serão essenciais no futuro, por exemplo, nos estudos de biologia e ciências.

— A partir do momento que aqui (em sala) eles rasgam, cortam ou macetam o que encontram, descobrem muitas coisas sozinhos. Quando comecei a trazer e eles começaram a manusear as plantas, perceberam que saia delas um líquido verde e disseram "tem uma tinta", ou seja, descobriram a clorofila. Então acho que nessa brincadeira de pesquisa, eles se tornaram pequenos cientistas e eles se consideram assim — aponta a professora.

Segundo ela, os pequenos chegam a ensinar os próprios pais sobre plantas que os adultos não conhecem ou não se recordam o nome, fazendo com que essa ligação com a natureza seja retomada.

— Quando inscrevi o projeto sabia que tinha acontecido algo diferente em sala de aula, o quanto foi trabalhoso, o quanto isso rendeu e foi e tem sido importante para essas crianças, mas não imaginava que iria chegar nessa etapa (do prêmio). Acreditava muito no trabalho e agora recebendo esse reconhecimento e vendo essa iniciativa ser divulgada para outras instâncias no Brasil, a sensação é de dever cumprido e de que quando as crianças são ouvidas, o trabalho dá certo — celebra.

 

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