Vencendo o próprio preconceito, joinvilense teve oportunidade de redescobrir a vida e a carreira - Geral - A Notícia

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Inclusão28/09/2018 | 06h40Atualizada em 28/09/2018 | 19h21

Vencendo o próprio preconceito, joinvilense teve oportunidade de redescobrir a vida e a carreira

Antônio Mauro de Mello, de 63 anos, é um dos 1,7 mil joinvilenses com algum tipo de deficiência que estão no mercado de trabalho por meio da Lei que garante vagas exclusivas para este público

Vencendo o próprio preconceito, joinvilense teve oportunidade de redescobrir a vida e a carreira Salmo Duarte/A Notícia
Antônio superou seus medos depois de sofrer um AVC e hoje está empregado com carteira assinada Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Antônio Mauro de Mello, de 63 anos, faz parte do universo de 1,7 mil pessoas com deficiência (PcD) em Joinville que desempenham alguma atividade profissional, a partir da Lei  8.213/91 - que define que empresas com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou portadores de deficiência.

Em Joinville e Araquari ao menos 195 empresas se encaixam neste perfil, mas reportam dificuldade em encontrar pessoas aptas para as vagas. Do mesmo modo, muitos PcDs encontram dificuldades para ingressar no mercado. Hoje são 2,3 mil postos de emprego para este público que ainda vazios na cidade. Número que poderá ser reduzido por meio de um Feirão do Emprego exclusivo, neste sábado, na Univille.

No caso de Antônio, foi preciso vencer o próprio preconceito e aceitar suas limitações para ingressar no mercado de trabalho, depois de ter o lado esquerdo do corpo paralisado em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC).

Ele sempre atuou como marceneiro e desde o acidente, há 8 anos, precisou abandonar a função e redescobrir a vida sob uma nova perspectiva, usando o intelecto como ferramenta de trabalho. Para superar os medos de enfrentar sua nova realidade ele contou com o apoio direto da família e amigos decidiu abrir mão de um benefício da Previdência para se empregar.

— Quando aconteceu o AVC, fiquei numa cadeira de rodas e era dependente de tudo. Uma das coisas que me derrubou foi não poder trabalhar mais, só que sou teimoso e me motivei a voltar a ter algum movimento e ir à luta de novo. Quem me fez voltar foram as próprias pessoas com deficiência, que me ajudaram a vencer a vergonha que tinha de estar com uma deficiência, hoje sou apoiador delas — revela Antônio.

A virada veio com a decisão de terminar o segundo grau e fazer um curso de digitação, partindo da esperança para a conquista. Primeiro ele arrumou emprego em uma faculdade e ficou no local durante sete anos. Depois, foi contratado como porteiro no Terminal Norte de Joinville, na Transtusa, que além dele emprega outros 53 funcionários que possuem algum tipo de deficiência - 5,9% do total de colaboradores da empresa, em conformidade com a lei.

 
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