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Saúde29/09/2018 | 07h18Atualizada em 30/09/2018 | 13h50

Santa Catarina teve 33,2 mil internações por doenças do aparelho circulatório em 2017

Maioria dos casos do gênero pode ser evitada com adoção de hábitos saudáveis, diz especialista. Região Norte tem hospitais de referência em transplantes e no tratamento de doenças do coração

Santa Catarina teve 33,2 mil internações por doenças do aparelho circulatório em 2017 Paulo Goeth SES/SC / Paulo Goeth SES/SC/Paulo Goeth SES/SC
Foto: Paulo Goeth SES/SC / Paulo Goeth SES/SC / Paulo Goeth SES/SC

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem infarto agudo do miocárdio, que acaba sendo fatal para 30% deles. Em território catarinense as doenças do aparelho circulatório, que também incluem o infarto do miocárdio e a insuficiência cardíaca, além das quase 11 mil mortes resultaram em 33,2 mil internações em 2017. A maioria delas poderia ter sido evitada.

De acordo com o diretor do Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC), Jamil Cherem, não adianta apenas tratar o paciente quando ele já apresenta os problemas e os fatores de risco, é preciso conscientização. Isso porque, segundo ele, tirando os fatores genéticos e o envelhecimento da população, os cuidados com o coração podem ser adotados em qualquer fase da vida.

— Existem os fatores clássicos, mas é preciso trabalhar a prevenção ao invés de tratar o indivíduo apenas quando ele for obeso, diabético ou hipertenso. A prevenção é primordial. Não adianta fazer check-up todos os anos e achar que está bem sem adotar um estilo de vida saudável. O exame pode estar bom, mas, sem mudança de hábitos, não adianta — sentencia.

Centros-modelo

O Instituto de Cardiologia, na Grande Florianópolis, é a maior referência no Estado em relação ao tratamento de doenças cardiovasculares. Este ano, foi inaugurada a Unidade de Hemodinâmica, com investimento de R$ 6,2 milhões, que possibilita resolver a fila por exames de cateterismo clínico na Região. No Norte catarinense são referência o Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, e o Hospital Regional Hans Dietter Schmidt, de Joinville.

Na maior cidade do estado outra referência é o Hospital Municipal São José (HMSJ), com destaque para as captações e os transplantes de órgãos. De janeiro a agosto deste ano, a unidade hospitalar liderou o total de doações de múltiplos órgãos efetivas no Estado, concentrando 20 das 180 reportadas por 47 instituições à SC Transplantes. No primeiro semestre o HMSJ teve três corações doados para transplante dentre 13 potenciais doadores.

O número é expressivo, segundo o enfermeiro Ivonei Bittencourt, da Comissão Hospitalar de Transplantes do Hospital São José, uma vez que a doação de coração é bastante criteriosa e, por isso não tão comum quanto do rim.

— Quando o paciente está com o diagnóstico de morte encefálica, realizamos um exame no sangue que mostra se as enzimas do órgão estão dentro do parâmetro desejado e, caso não esteja, a doação daquele órgão específico pode ser descartada. O trauma torácico também pode descartar a doação de coração, mas nem sempre, o mesmo pode acontecer com o paciente com infecções virais e infecção generalizada não tratada — informa.

Outra dificuldade é a luta contra o tempo. O ideal é que o coração doado esteja no local do transplante em até três horas, porque à medida que o tempo passa a qualidade do órgão retirado reduz sua qualidade e aumenta a chance de o enxerto não funcionar como o esperado. Um caso notório ganhou a imprensa nacional em maio deste ano, quando um coração captado no São José, em menos de uma hora, chegou à São Paulo e passou a bater em uma nova vida.

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