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Cultura24/09/2018 | 07h00Atualizada em 24/09/2018 | 07h00

Pianíssimo reúne 8 mil pessoas em cinco dias de evento em Joinville

Pianistas profissionais e amadores se apresentaram em diversos palcos espalhados pela cidade

Pianíssimo reúne 8 mil pessoas em cinco dias de evento em Joinville André Kopsch/Divulgação
Apresentações ocorreram em locais poucos comuns, como em restaurantes, por exemplo Foto: André Kopsch / Divulgação

Durante cinco dias, Joinville vivenciou o som das notas no piano em diferentes estilos musicais: dos clássicos até os mais contemporâneos. As apresentações de pianistas profissionais e amadores aconteceram em palcos habituais – como no Teatro Juarez Machado – e espaços incomuns, como em restaurantes. De acordo com a organização, com a popularização do instrumento pela cidade, a quantia de público superou a expectativa. Cerca de 8 mil pessoas passaram pelos palcos espalhados pela cidade, durante 72 horas de apresentação. 

— O Pianíssimo nos surpreendeu muito. Nós já esperávamos um bom público e um grande evento, mas foi além da nossa expectativa para uma primeira edição — comemora Carlos Branco, produtor cultural do evento. 

Praticamente todas as apresentações do Pianíssimo ocorreram em locais com a casa cheia. O festival começou na última quarta (19) e finalizou neste domingo. Para Branco, além do apoio institucional do governo municipal e de empresas, o evento ainda contou com o apoio incondicional da plateia, que lotou a primeira edição. O sucesso foi alavancado porque a cidade investe na educação e formação cultural de crianças e adultos, conforme o produtor. 

Além disso, com apresentações em locais alternativos espalhados pela cidade – como praças, restaurantes e até em salão de beleza, por exemplo –, o festival possibilitou a democratização do piano a diferentes públicos, além de colocar o município no mapa da música no Brasil. A intenção da organização foi apresentar o instrumento a novas pessoas que, geralmente, não teriam acesso a recitais ou espetáculos desta natureza. 

— Muitas vezes, a pessoa não tem a oportunidade de ver um evento deste. Além de que, mesmo com o ingresso gratuito, a pessoa ainda se sente um pouco intimidada de ir a um teatro. Então, você levando o piano a uma praça, a um local cotidiano dessa pessoa, ela já tem aquele contato com o instrumento – explica o produtor.   

Diversos artistas renomados do Brasil e do exterior passaram pelos palcos do 1º Pianíssimo. Um deles foi o pianista catarinense Pablo Rossi, que se graduou em mestrado no Conservatório de Moscou, em 2012, e atualmente mora em Bruxelas, na Bélgica. Rossi destacou, durante a apresentação, a importância e a emoção de retornar ao Estado que acreditou no seu trabalho no início da carreira. 

 Apresentação do Pianíssimo no Instituto Juarez Machado, em Joinville, com apresentação do pianista Pavel Kazarian e o violinista Gabriel Vieira.
Foto: André Kopsch / Divulgação

— É um grande prazer e uma emoção muito grande para mim poder estar neste palco e em Joinville, porque eu me sinto joinvilense, apesar de não ter nascido aqui. A minha mãe é daqui, então foi aqui que tudo começou – menciona. 

Do clássico ao rock, Pianíssimo de Joinville prova que piano é para todos os gostos e idades 

Futuros talentos da música

Além de pianistas profissionais, os palcos do Pianíssimo também deu espaço para novos e futuros artistas. Na manhã de domingo (23), no Palco Livre Vany Knoll, um dos pianistas entrou com a missão de prestar uma homenagem. William Henrique Kruger, 20 anos, estuda piano há 13, com muito incentivo do avô, Helio Luiz Krueger, 84 anos. O senhor faleceu na madrugada de sábado para domingo e não pôde presenciar o neto no palco.   

Depois da apresentação no evento, William tinha planejado fazer um dueto na companhia de um violinista dentro do quarto de Helio, que era amante da música. Com o falecimento, o último adeus aconteceu no palco do Pianíssimo, onde cada nota tocada pelo jovem foi dedicada ao avô. 

— Hoje pela manhã, pensei se desistia ou se vinha me apresentar, e eu decidi vir. No final da minha apresentação, eu toquei uma música em homenagem a ele — conta. 

Com a união e o potencial de tantas histórias observadas no evento deste ano, a organização já planeja o 2º Pianíssimo. De acordo com Branco, a edição do ano que vem deve ocorrer em setembro, com o objetivo de ampliar ainda mais a programação. Além disso, o produtor observou neste ano que muitos grupos vieram de outros locais do país, como Alagoas, Distrito Federal e Paraná, somente para prestigiar as apresentações na cidade, movimentando também a economia. 

— De uma maneira ainda tímida, o festival começou a movimentar a economia da cidade. Acredito que no ano que vem isso irá crescer muito e receberemos ainda mais pessoas de fora da cidade, movimentando hotéis  e restaurantes, gerando receita para a cidade — completa Branco.

 

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