Moradores convivem diariamente com a passagem do trem em Joinville - Geral - A Notícia

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Trilho de trem08/09/2018 | 10h22Atualizada em 08/09/2018 | 10h45

Moradores convivem diariamente com a passagem do trem em Joinville

Comunidade relata problemas com insegurança e falta de infraestrutura no trecho

Moradores convivem diariamente com a passagem do trem em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Rogério Andersen, 59 anos, vive ao lado do trilho há quatro décadas Foto: Salmo Duarte / A Notícia

O contorno ferroviário da região Norte de SC passa pela zona urbana de várias cidades. Mais de sete anos depois de serem paralisadas, as obras de construção do contorno ferroviário da EF-485, ferrovia que liga Mafra a São Francisco do Sul passando por Guaramirim, Joinville e Araquari, tem chances de serem retomadas em 2019.  

O contador aposentado Rogério Andersen, 59 anos, vive ao lado do trilho há quatro décadas, no bairro Itaum, em Joinville. Mais do que a presença do trem diariamente – geralmente passando três vezes por dia – ele lamenta a falta de infraestrutura no trecho. Nos fundos da casa, há valas abertas que são cobertas pela vegetação e causam alagamentos em dias de chuva.  

Andersen também reclama dos problemas no trânsito. Ele mora perto das ruas Monsenhor Gercino e Fátima e afirma que, além dos atrasos causados quando o trem passa em horários de pico, como às 13h e às 17h30, há insegurança dos motoristas que precisam parar por muito tempo quando o tráfego é interrompido pelos vagões de madrugada. 

 JOINVILLE,SC,BRASIL,06-09-2018.Governo Federal inclui recurso para obra do contorno ferroviário no orçamento de 2019.Monique Coutinho Rita.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Monique mantém os dois filhos dela, de três e um ano de idade, estão sob vigilância constanteFoto: Salmo Duarte / A Notícia

A dona de casa Monique Coutinho Rita, 21 anos, é vizinha do contador, há cerca de um ano. Desde então, os filhos dela, de três e um ano de idade estão sob vigilância constante.

— Ainda não conseguimos fazer um muro, então eles nunca vão no quintal sozinhos —  afirma a jovem.

Mesmo morando a mais de cinco quilômetros de distância de Rogério e de Monique, Sandro Setter Dussioni vive as mesmas situações. Ele é morador do bairro Paranaguamirim, onde criou os filhos, e há 25 anos se incomoda com a sujeira das cargas no trecho.

— Isso quando não ocorre acidentes. Há uns cinco meses, um vagão tombou bem perto da minha casa — recorda ele.

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