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Infraestrutura27/09/2018 | 07h30Atualizada em 27/09/2018 | 07h30

Entenda os próximos passos para a construção da ponte entre as zonas Leste e Sul, em Joinville 

Prefeitura de Joinville e Fonplata assinam contrato de financiamento nesta quinta-feira, 27

Entenda os próximos passos para a construção da ponte entre as zonas Leste e Sul, em Joinville  Prefeitura de Joinville/Divulgação
Projeto prevê que a ponte passe das ruas São Borja e São Leopoldo para a avenida Alvino Hansen Foto: Prefeitura de Joinville / Divulgação

A construção da Ponte Joinville entre os bairros Adhemar Garcia e Boa Vista, ligando as zonas Leste e Sul da cidade, vai avançar um passo importante nesta quinta-feira, 27. A Prefeitura de Joinville e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) assinam o contrato de financiamento de US$ 40 milhões para viabilizar a obra. 

O prefeito Udo Döhler (MDB) espera começar a obra no segundo semestre de 2019. A formalização do contrato será realizada às 16 horas, na prefeitura. A Ponte Joinville é uma promessa antiga de Döhler, anunciada ainda na campanha eleitoral de 2012. No entanto, a dificuldade em captar recursos e, posteriormente, aprovar o financiamento em Brasília, vinha adiando a perspectiva de construção da estrutura. Com a formalização do empréstimo, o dinheiro fica garantido e o município pode avançar em outras etapas burocráticas.

Projeto ambiental aguarda análise

O projeto executivo da obra foi contratado e deve ser concluído em 180 dias. Já o projeto ambiental está finalizado e foi protocolado para análise no Instituto do Meio Ambiente (IMA). 

A previsão de Döhler é de que o licenciamento ambiental seja emitido dentro de seis meses, e a obra licitada em seguida. O prefeito acredita que não haverá grandes dificuldades para se conseguir as permissões.

— Não existe nenhuma agressão à área de manguezais. É uma ponte de concreto que tem os pilares, mas as cabeceiras já ficam fora do mangue. O impacto ambiental será muito pequeno — garante.

Entre os benefícios apontados pelo município com a construção da ponte estão a melhoria na fluidez do trânsito das zonas Leste e Sul; a maior facilidade para acesso até a zona Norte sem a necessidade de passar pelo Centro; e a redução do fluxo de veículos na região central, melhorando a mobilidade da cidade.

— Isso vai dar um impacto de 20% a 25%, melhorando a fluidez do trânsito no Centro — afirma o prefeito.

A ponte ligará a avenida Alvino Hansen (Adhemar Garcia), que passará por uma readequação no acesso, com as ruas São Leopoldo e São Borja (Boa Vista). Será criado um binário com essas duas vias para facilitar a conexão. A ponte terá aproximadamente 800 metros de extensão, largura de 27,8 metros. Ela será formada por duas faixas para veículos e área para bicicletas e pedestres.

Projeto da Ponte Joinville, que vai ligar os bairros Adhemar Garcia e Boa Vista
Ponte passará por cima da área de manguezal e do Rio CachoeiraFoto: Prefeitura de Joinville / Divulgação

Município quer captar R$ 200 milhões

O prefeito Udo Döhler afirmou que o município tem a expectativa de captar pelo menos mais R$ 200 milhões até o final de 2020, devido à atual capacidade de pagamento da prefeitura. Ele destaca que é importante fazer um bom trabalho na execução da Ponte Joinville para também manter a relação com o Fonplata, visando novos empréstimos no futuro.

Segundo o prefeito, o fundo financeiro foi quem procurou o município para oferecer o empréstimo e viabilizar a nova ponte. Uma equipe técnica foi enviada pelo Fonplata para examinar a possibilidade do contrato e os diretores consideraram o negócio viável. O projeto foi aprovado em dois meses, mas o problema foi a demora de dois anos para obter o aval do governo federal e do Senado.

— Perdemos um tempão desnecessário e, se não fosse isso, essa ponte já estaria executada — afirma Döhler.

Essa boa relação com o Fonplata foi construída ao longos dos últimos anos. Em 2006, o município já havia firmado um financiamento de quase US$ 15 milhões para construção de parques na cidade. Segundo o prefeito, eles começaram a ser implantados, mas a execução não avançou como deveria e o Fonplata estava disposto a romper o contrato. 

O prefeito conta que quando assumiu o governo decidiu manter o projeto e apresentou uma nova proposta de trabalho, que permitiu ao município executar o que foi acordado com o fundo. Isso também contribuiu para a credibilidade de Joinville na busca por um novo financiamento.

— O presidente (do Fonplata) vem da Bolívia para cá porque percebeu que nós salvamos esse financiamento anterior e já habilitamos o segundo. Como nós continuamos com capacidade de pagamento, quem sabe lá adiante nós possamos continuar a trabalhar com eles — sugere.


 
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