Em 16 anos, número de mortes por doenças do coração aumentou 36% em Santa Catarina - Geral - A Notícia

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Saúde29/09/2018 | 07h00Atualizada em 29/09/2018 | 07h00

Em 16 anos, número de mortes por doenças do coração aumentou 36% em Santa Catarina

Em 2001 foram informadas 8 mil mortes do gênero no Estado ante 10,9 mil casos em 2017

Em 16 anos, número de mortes por doenças do coração aumentou 36% em Santa Catarina Instagram/Arquivo Pessoal
Números chamam a atenção no Dia Mundial do Coração, celebrado neste 29 de setembro Foto: Instagram / Arquivo Pessoal

Em um intervalo de 16 anos, entre 2001 e 2017, o número anual de mortes relacionadas a problemas do coração cresceu 36% em Santa Catarina. Em 2001 foram informadas 8 mil mortes do gênero no Estado ante 10,9 mil casos reportados em 2017, como apontam os dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O salto fez com que a taxa de mortalidade em decorrência das doenças do sistema circulatório passasse de 147,8 para cada 100 mil habitantes para 156,2 (por 100 mil/hab) no período.

Santa Catarina teve 33,2 mil internações por doenças do aparelho circulatório em 2017

Para estancar essa crescente, iniciativas de conscientização versam em torno da adesão de práticas de vida saudáveis que são consideradas por especialistas como essenciais na prevenção dessas enfermidades. O morador de Joinville Adilton Cezar Maia, de 61 anos, é um dos catarinenses que provou ser possível renovar a saúde por meio de mudança de hábitos.

— Ganhei uma segunda chance de viver depois dos 50, e venho aproveitando a vida cada dia mais.

A fala de Adilton expõe o que ele considera ser a sua sentença de vida. Oportunidade conquistada após passar por uma intervenção cardíaca de risco há sete anos, a angioplastia, quando colocou quatro ‘stents’ para desobstruir as artérias coronárias, que fazem o coração bater e levar sangue para todo o corpo. O joinvilense fez o procedimento menos de 24 horas depois de entrar no consultório médico com dores no peito e descobrir que estava na iminência de sofrer um infarto fulminante.

O auxílio e tratamento rápidos promoveram uma reviravolta imediata em sua rotina, tirando de seus vasos sanguíneos o status de “bomba relógio”. De quebra, ganhou tempo para ter mais qualidade de vida com a resiliência de abandonar velhos vícios, determinantes para desencadear seu problema cardíaco: o uso do cigarro, o sedentarismo, o estresse no antigo trabalho e a má alimentação.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,25-09-2018.Dia Mundial do Coração. Adilton Cezar Maia.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Adilton Maia inseriu exercícios à rotina e abandonou o cigarro como parte do tratamento para recuperar a saúde do coraçãoFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Exemplo simbólico

A história de Adilton Maia serve de exemplo e corrobora para refletir a importância dos cuidados com o órgão e da adoção de um estilo de vida ativo e saudável para viver mais e melhor. Superação que vai de encontro ao objetivo central da campanha “O Meu Coração, O Seu Coração – Faça a sua Promessa”, criada para relembrar o Dia Mundial do Coração, celebrado neste 29 de setembro. Mais do que conscientizar, a iniciativa busca ser um chamariz na tentativa de reduzir o total de mortes relacionadas ao coração no mundo.

Para se ter uma ideia da proximidade da questão, em Joinville, as doenças do sistema circulatório, que incluem infarto e acidente vascular cerebral (AVC), representaram 28% das 1,4 mil mortes informadas no município no primeiro semestre deste ano. A proporção fica pouco abaixo da média global, que corresponde em média a 31% do total de mortes registradas anualmente no planeta, vitimando prematuramente 17,5 milhões de pessoas todos os anos.

Os números tanto em âmbito local como no globo, apontam para a necessidade de ações com o intuito de evitar uma realidade projetada pela OMS em um futuro próximo, de 23 milhões de mortes anuais por doenças cardiovasculares em 2030. A ideia é de que, conseguindo atingir parcela significativa da população, as chances de acometimento e morte por doenças do coração possam ser reduzidas em 25% antes disso, até 2025, conforme meta da organização.

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