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Infraestrutura03/09/2018 | 08h29Atualizada em 03/09/2018 | 08h29

Duplicação da BR-280 não tem data para começar em Araquari

Lentidão no repasse de verbas e mudanças nas redes de serviços públicos na rodovia estão entre os motivos para a lentidão nos trabalhos

Duplicação da BR-280 não tem data para começar em Araquari Salmo Duarte/A Notícia
Lote 1 fica entre os quilômetros 21 e 32, na área urbana de Araquari Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A obra de duplicação de parte do lote 1 da BR-280, que vai do Porto de São Francisco até a BR-101, estava planejado para começar em maio deste ano. Mais de três meses depois, os seis quilômetros previstos para receber os trabalhos estão sem data para iniciar. Os principais motivos que barram o começo dos trabalhos são, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a lentidão no repasse de recursos e remanejamento das redes de serviços públicos que passam pela rodovia.

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— Os trabalhos ainda não começaram porque, como é um trecho urbano, precisa ser feito o remanejamento dos serviços públicos, como (redes de) água, luz e gás, existentes na rodovia em Araquari — esclarece Antônio Carlos Bessa, chefe de serviço do órgão federal em Joinville, em entrevista à NSC TV.

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O valor de R$ 22,5 milhões está disponível para dar início aos trabalhos no trecho do lote 1, que fica entre os quilômetros 21 e 32, na área urbana de Araquari, onde estão previstas obras como passarelas, por exemplo, e melhorias pontuais na trafegabilidade da região. O trecho total do lote compreende 36 quilômetros, por onde circulam diariamente aproximadamente 15 mil veículos.

DNIT não tem previsão para início

De acordo com Bessa, não há como estabelecer uma previsão para o início da duplicação no trecho, porque tratativas para o remanejamento dos serviços ainda estão sendo realizadas com as empresas concessionárias. A Celesc informou, por meio de nota, que vem atendendo com celeridade às demandas de remanejamento do DNIT. A empresa ressaltou que a obra será executada por empresas contratadas pelo DNIT e cadastradas na Celesc, com fiscalização das regionais, conforme a necessidade da obra.

Segundo a SCGás, responsável pela rede de gás natural, a empresa recebeu a solicitação do DNIT em agosto, para realocação da rede desde São Francisco do Sul até o entroncamento com a BR-101. Conforme a empresa, a programação das obras já está definida e ficou a cargo do DNIT “providenciar a prévia desapropriação das áreas necessárias ao reposicionamento dos gasodutos”. A Casan, responsável pela rede de água, não havia respondido ao contato da reportagem até a publicação desta matéria.

 ARAQUARI,SC,BRASIL,02-09-2018.O início das obras de duplicação da BR-280 em Araquari, ainda depende de autorização do Ministério dos Transportes.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Enquanto a duplicação não sai, filas continuam se formando na rodoviaFoto: Salmo Duarte / A Notícia

A esperança é de que repasses sejam suficientes

O repasse de recursos do governo federal é outro fator apontado pelo engenheiro para a demora, fazendo com que a implantação da pista dupla caminhe a passos lentos. Segundo ele, com o saldo de contratos ainda orçados em R$ 1 bilhão e o repasse de R$ 100 milhões por ano, a totalização da duplicação ainda demoraria 10 anos para ser concluída. Para Bessa, se houvesse a liberação de mais verba, a duplicação estaria pronta em quatro anos.

— A gente espera que daqui em diante o orçamento da União contemple a BR-280 com os recursos suficientes para acabar a obra em menos tempo — afirma.

Além disso, outra situação que irá impactar no decorrer das obras é o corte de R$ 35 milhões nos R$ 122,5 milhões previstos para a BR-280. O pacote de remanejamento orçamentário foi aprovado em julho deste ano no Congresso Nacional.

Outros dois lotes são os mais adiantados

Ao longo de dez anos de promessa, a duplicação da BR-280 já esbarrou em diversos entraves para a finalização, passando por entraves burocráticos, erros nos editais e até greves. Ainda que mais adiantados, os outros dois lotes (2.1 e 2.2) da duplicação da rodovia estão com cerca de 30% de execução, com a realização da terraplenagem e da colocação de vigas para pontes e viadutos.

— Ando aqui neste trecho, todos os dias, há quase 21 anos. Há muito tempo que escuto sobre a duplicação, mas até agora nada — conta o empresário Claudio Finta, que transita pelos dois lotes, entre Guaramirim e Jaraguá, diariamente.

Conforme Cláudio, a finalização total da duplicação representa menos tempo de trânsito e mais segurança aos motoristas que transitam pela região, principalmente no trecho entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, onde há bastante fluxo em área urbana.

O lote 2.1 vai do quilômetro 36,7 ao 50,7, perto do entroncamento com a BR-101 até o trevo de acesso à Rodovia do Arroz, em Guaramirim, totalizando 14,1 quilômetros de extensão; já o lote 2.2 vai do km 50,7 ao 74,6, que fica entre o trevo de acesso à Rodovia do Arroz e a área urbana de Jaraguá.

 

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