Acervo de Museu do Sambaqui já sofreu com enchente em Joinville - Geral - A Notícia

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Patrimônio07/09/2018 | 14h24Atualizada em 07/09/2018 | 14h30

Acervo de Museu do Sambaqui já sofreu com enchente em Joinville

Construído em uma região de alagamentos, a unidade já perda de material por causa das cheias

Acervo de Museu do Sambaqui já sofreu com enchente em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Em 2015, aproximadamente 55 centímetros de água e lama invadiram gavetas Foto: Salmo Duarte / A Notícia

O incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no domingo, serviu de alerta para a situação dos patrimônios da cidade, para evitar que tragédias como essa ocorram por aqui. A reportagem de "AN" percorreu cinco museus dos sete existentes em Joinville e Museu do Mar, em São Francisco do Sul, e na maioria deles as cenas são de falta de conservação das estruturas.   

Ainda que a tragédia ocorrida no Rio de Janeiro pareça distante do universo joinvilense, os museus da cidade já sofreram com imprevistos. Em 2015, aproximadamente 55 centímetros de água e lama invadiram gavetas, prateleiras e arquivos do Museu do Sambaqui, alguns deles contendo parte dos registros pré-históricos da região. A situação voltou a ocorrer em janeiro deste ano, desta vez sem perda de materiais.

Construído em um terreno em frente ao rio Cachoeira, a unidade é o único espaço público do país projetado para ser um museu arqueológico – ele foi inaugurado em 1972. O local é o único de Joinville que não foi adaptado para ser museu, porque foi projetado com esta funcionalidade. Atualmente, sofre com a ação da enchente  e, para remediar possíveis perdas de materiais, cerca de 100 caixas com parte do acervo foram acondicionadas no Centreventos Cau Hansen.

— Existe um projeto para o Museu do Sambaqui que prevê a elevação da construção em 1,4 metro, estimado em R$ 5 milhões – menciona o diretor da Secult. 

 JOINVILLE,SC,BRASIL,06-09-2018.O Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville é um museu localizado na cidade de Joinville, no estado brasileiro de Santa Catarina.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A unidade tem característica arquitetônica da década de 1970 e estrutura bem completa: salas para exposições de longa duração, para exposições temporárias, auditório para atendimento educativo, laboratórios para curadoria de acervos, reserva técnica e até um apartamento para abrigar pesquisadores que foi utilizado na década de 1980. Assim como as outras reformas, o projeto de restauro ainda não saiu do papel por causa da falta de recursos.

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