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Segurança05/07/2018 | 12h12Atualizada em 05/07/2018 | 12h12

Mais duas pessoas são condenadas por crime de decapitação em Joinville

Penas somadas chegam a 80 anos de prisão. Outros cinco réus já haviam sido julgados em agosto do ano passado

Mais duas pessoas são condenadas por crime de decapitação em Joinville Divulgação/Divulgação
Cabeça foi encontrada por moradores na rua Titãn, no bairro Jardim Paraíso Foto: Divulgação / Divulgação

Mais duas pessoas foram condenadas pela decapitação de Israel Mello Júnior, morto em fevereiro de 2016, em Joinville, em júri popular realizado nesta quarta. Em agosto de 2017, cinco pessoas já haviam sido condenadas pelo crime. O processo precisou ser dividido porque Carlos Alexandre de Melo possuía um pedido de exame de sanidade pendente — que foi realizado e desconsiderou a possibilidade de insanidade – e Válter Carlos Mendes porque a defesa recorreu. 

A mesa de jurados foi formada por seis homens e uma mulher e a audiência durou aproximadamente 12 horas. O júri popular foi realizado com as portas fechadas, para assegurar a segurança de testemunhas que foram citadas durante o processo. O acusado Carlos Alexandre foi ouvido durante o julgamento por meio de recurso audiovisual.  Já Válter Carlos, que estava preso na Penitenciária Industrial de Joinville por roubo, fugiu em setembro do ano passado e ainda não foi localizado. 

Válter recebeu a maior condenação nos dois processos pela decapitação de Israel. A pena foi de 43 anos e seis meses de reclusão em regime fechado, e três anos de detenção em regime inicialmente semiaberto. Já Carlos Alexandre foi condenado a 40 anos e seis meses de reclusão em regime fechado e três anos de detenção em regime semiaberto. As penas variam de acordo com os agravantes que cada réu possui, como antecedentes criminais, que aumentam o tempo de condenação.

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Os dois réus foram condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, emprego de tortura, dissimulação e emboscada); sequestro; ocultação e destruição de cadáver ; vilipêndio a cadáver (escarnecer, desprezar , ultrajar já que a vítima foi decapitada); e constituição de associação criminosa armada.

O defensor público Vinicius Manuel Ignácio Garcia informou que a 7ª Defensoria Pública vai interpor recurso de apelação em favor dos acusados. 

Relembre o caso

O jovem Israel de Mello Junior, de 16 anos, foi atraído para uma emboscada durante o sequestro de outras duas pessoas. Ele foi mantido em uma casa no bairro Ulysses Guimarães, onde foi torturado. Após a morte de Israel, sua cabeça foi cortada com golpes de machado e deixada em uma mochila no bairro Jardim Paraíso. A sacola foi localizada por moradores no dia 2 de fevereiro do ano passado. Um vídeo, gravado pelos criminosos, circulou nas redes sociais mostrando o crime.

O jovem foi apresentado ao mundo das drogas durante a adolescência, segundo informações reveladas por testemunhas ao AN na época do crime. Os depoimentos revelaram a ausência de perspectiva do adolescente, que se envolveu com o mundo do crime em menos de dois anos até a morte com requintes de crueldade, em 2016.

 
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