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Saúde08/07/2018 | 08h44Atualizada em 08/07/2018 | 08h44

Joinville e Brasil sentem os impactos da falta de médicos

Dados do MP apontam que em 2016 o município somava um médico para cada 64 habitantes

Joinville e Brasil sentem os impactos da falta de médicos Salmo Duarte/Agencia RBS
Em Joinville, número de médicos há dois anos era de um para cada 64 habitantes Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Desafio na saúde em Joinville, a falta de médicos também é um problema em todo o País. Existe um déficit de médicos, principalmente, nas áreas de pediatria e ginecologia. O promotor Luan de Moraes Melo, da 15ª Promotoria de Justiça, explica que diversos procedimentos travam nesse ponto, já que o município é forçado a contratar os profissionais, mas não há o suficiente para preencher as vagas em aberto.

— Isso dificulta porque sem médico a gente não tem outra alternativa a não ser cobrar do poder público que ele arque com esses procedimentos na rede privada, mas encontramos resistência do Judiciário em relação a isso — explica.

Segundo dados do Ministério Público de 2016, havia 64 habitantes para cada médico da cidade, sendo 56 pessoas para cada ginecologista obstetra e 129 pacientes para um pediatra. Melo avalia os números como muito altos para um município do porte de Joinville.

O secretário municipal de Saúde admite dificuldade em encontrar profissionais formados na área. De acordo com ele, há vagas abertas para pediatra e cirurgião ginecológico no município - especialidades com maior necessidade -, que não são preenchidas. Na leitura de Jean, um dos fatores é os médicos não se deslocarem dos grandes centros para a cidade.

— Geralmente, quando você encontra um cirurgião ou pediatra, é quando ele já conseguiu um emprego nos planos de saúde ou setor público, mas mesmo assim são um ou dois profissionais — conta.

O gerente de saúde da ADR Joinville também reconhece a falta de médicos nas duas especialidades e aponta também a manutenção do quadro atual de profissionais como uma dificuldade, já que há sempre uma rotatividade. Para Henrique, isso é um desafio para o órgão público, apesar de ser uma situação que faz parte do mercado de trabalho. 

 

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