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Economia16/07/2018 | 06h01Atualizada em 16/07/2018 | 08h53

Aumenta participação de jovens em novos negócios em Joinville

Cidade segue tendência do resto do país: participação do público entre 18 e 34 anos no total de empresários em fase inicial no país saltou de 50% para 57% em 2017

Aumenta participação de jovens em novos negócios em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

"Aprendi na minha vida empreendendo que você pode ter boas ideias e um grande sonho, mas é preciso ter pessoas que compartilhem desse mesmo sonho, senão não consegue sair do lugar. Pode ter recursos, mas se não tem as pessoas certas só vai queimar dinheiro mais rápido". 

A lição é levada à risca pelo joinvilense Cristian Aquino, que começou a empreender quando tinha 20 anos ainda na garagem do pai e hoje, aos 32, lidera a Camerite, empresa que alia tecnologia à segurança e está avaliada em pelo menos R$ 40 milhões. O jovem faz parte de uma geração em que a vocação empreendedora tem despontado com maior intensidade nos últimos três anos no país. 

Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) mostra o aumento significativo no interesse da população mais jovem, entre 18 e 34 anos, em investir e apostar no próprio negócio. A participação deste público no total de empresários em fase inicial no país saltou de 50% para 57% em 2017. 

Em Joinville, a tendência nacional é mantida no avanço do número de jovens a caminho do empreendedorismo, seja por necessidade ou oportunidade. É o que defende Jaime Arcino Dias Júnior, coordenador Regional Norte do Sebrae em Santa Catarina. Segundo ele, apesar de não haver estudos locais que apontem quantos são os jovens empreendedores na cidade, a realidade do município espelha a nacional. 

Ecossistema que leva ao sucesso 

Entre os fatores decisivos estão os movimentos de mercado, como a alta competitividade, os serviços diferenciados e até os salários menores e o desemprego, além do próprio ambiente empresarial da cidade e o surgimento de novos modelos de investimentos. Essa engrenagem é percebida como um conjunto de atrativos que se revertem em oportunidades para os joinvilenses mais jovens que desejam empreender e ter sucesso profissional. Como exemplo se destaca o crescimento no total de microempreendedores individuais (MEIs) no município, que hoje chega a 25 mil.

— Os MEIs têm posição de destaque com crescimento nos últimos anos devido ao baixo custo de manutenção e aos benefícios que oferece. Porém, as startups também merecem menção porque estão ampliando seu espaço. As incubadoras e os escritórios compartilhados têm papel importante: temos o Inova Park, as universidades trabalhando de forma integrada e um conselho de inovação que fortalecem esse ecossistema. O resultado é a criação de excelentes ideias e empresas — explica Jaime.

Setor de tecnologia traz oportunidades à Região Norte de Santa Catarina 

Uma das vertentes que ganha força em Joinville é a área tecnológica, conforme aponta estudo da Associação Catarinense de Tecnologia, colocando a cidade na 7a posição nacional quando se analisa o faturamento médio das empresas do ramo, de R$ 1,2 milhão.  No Estado, o Norte catarinense compreende ainda o maior percentual de empreendedores no setor, o que corresponde a 30,3%. 

Foi exatamente visando uma oportunidade que a Camerite foi criada há três anos em Joinville por Cristian Aquino, então com 29 anos. A startup desenvolve um software de monitoramento de imagens de segurança na nuvem e possui uma solução que permite, por exemplo, que vizinhos compartilhem entre si imagens públicas de câmeras particulares, além de ser auxílio para as empresas de segurança e municípios. 

A proposta, no entanto, só deu certo depois de uma mudança no modelo de negócio. Primeiro, o joinvilense havia montado um provedor de internet e, posteriormente, criou uma empresa de monitoramento com 1,2 mil câmeras. O objetivo era gerar audiência e receita por meio de propagandas. O erro foi apostar em um mercado com grandes players já estabelecidos, como Google e Facebook, e por transmitir imagens de monitoramento "ao vivo", mas sem gravá-las. Esse foi o insight que deu origem a uma segunda chance de empreendimento:

— Não gravar as imagens que possuíamos gerou uma necessidade e vi nisso uma oportunidade. Percebemos que tínhamos uma grande malha e que de alguma maneira poderíamos contribuir com a segurança. Três meses depois conseguimos desenvolver um meio para gravar com a premissa de que qualquer pessoa no mundo pode acessar uma câmera e voltar no tempo com o monitoramento na nuvem.

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