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Investigação10/06/2018 | 14h24Atualizada em 10/06/2018 | 14h24

PF investiga possíveis crimes praticados por servidores públicos e cooperativa de Mafra

Operação Cibum foi deflagrada no fim de semana e cumpriu seis mandados de busca e apreensão

PF investiga possíveis crimes praticados por servidores públicos e cooperativa de Mafra A Notícia / Divulgação/Divulgação
Foto: A Notícia / Divulgação / Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cibum, que busca esclarecer crimes praticados em conjunto por servidores públicos municipais e associados de uma cooperativa de Mafra, no Norte catarinense. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na sexta-feira (8), todos expedidos pela Justiça Federal de Mafra.

De acordo com a PF, entre 2004 a 2012 (em alguns locais até 2015), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) destinou recursos para a cooperativa investigada, para que esta fornecesse alimentos provenientes da agricultura familiar, produzidos por seus associados, a diversas entidades públicas localizadas em cidades do Planalto Norte.

A Polícia afirma que, das beneficiárias, três entidades assistenciais beneficiadas em Canoinhas, fizeram um acerto entre servidores públicos e representantes da cooperativa rural. A prática "consistia na anotação do dobro das quantidades de produto fornecido efetivamente, ou seja, cada vez que a cooperativa entregava qualquer alimento nessas entidades, o responsável pelo recebimento assinava planilha onde constava sempre o dobro da quantidade fornecida", justifica.

A apuração cita ainda que apenas no ano de 2012, a CONAB destinou quase R$ 1 milhão para essas três entidades e suspeita de que cerca da metade deste valor possa ter sido desviado. 

Investigação

Os mandados cumpridos neste final de semana buscam conseguir provas que demonstrem a relação e controles existentes entre os produtores, a cooperativa e as entidades, tanto na entrega dos produtos e alimentos quanto no recebimento dos valores.

A investigação trabalha também com a hipótese de que "os funcionários da entidade, principalmente da cozinha, acreditavam que faziam um ‘bem’ para os produtores rurais, haja vista que a justificativa dada pela cooperativa era de que os preços estavam defasados", sugere.

Os investigados, na medida de sua participação e, se tiverem crime comprovado, devem responder por associação criminosa (reclusão de 1 a 3 anos) e peculato (reclusão de 2 a 12 anos). A operação recebeu a nominação "Cibum", porque a palavra significa alimento em latim. O nome das investigadas não foi divulgado pela polícia.

 

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