No Dia Nacional do Controle da Asma, entenda a importância do tratamento desta doença - Geral - A Notícia

Versão mobile

 

+ Saúde21/06/2018 | 08h00Atualizada em 21/06/2018 | 08h00

No Dia Nacional do Controle da Asma, entenda a importância do tratamento desta doença

No Brasil, três pessoas morrem por dia, em média, por causa de crises graves de asma

No Dia Nacional do Controle da Asma, entenda a importância do tratamento desta doença Salmo Duarte/A Notícia
O joinvilense Bruno Francisco, 28 anos, só desenvolveu a doença depois dos 18 anos Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A data que marca o início do inverno no Brasil é também o dia de destacar os cuidados com uma doença que tem nesta estação os períodos mais críticos - a asma. A baixa umidade do ar, a variação climática e o aumento das infecções virais causam mais crises, levando até a internações hospitalares. Por isso, 21 de junho é o Dia Nacional de Controle da Asma, doença sem cura e que precisa ser levada a sério para garantir o tratamento correto e não causar mais problemas a longo prazo.

— A maioria dos diagnósticos nunca é feita, porque a pessoa tem asma leve e não dá atenção a ela. A pessoa tem tosse durante vários meses seguidos do ano, tem limitações na atividade física, mas não chega a ter crises e, por isso, acha que é assim mesmo — afirma o pneumologista Fabiano Luis Schwingel, que atua no Hospital Regional e no São José, em Joinville.

A asma ocorre quando os bronquíolos, pequenos canais de ar dos pulmões, ficam mais estreitos, dificultando a passagem do ar. Elas provocam contrações nestes canais e, quando os bronquíolos inflamam, expelem mais muco, o que aumenta o problema respiratório e provoca uma sensação de sufocamento.

— Asmáticos reagem à variação climática porque as vias aéreas reagem a estímulos diferentes, que não deveriam causar problemas e não causam nada a outras pessoas — explica o médico.

Fabiano explica que ela é uma doença crônica e geneticamente predeterminada, e a pessoa irá desenvolvê-la de acordo com os fatores externos e com a patologia que o paciente carrega. O analista financeiro Bruno Eduardo Francisco, por exemplo, já tinha completado 18 anos quando a asma tornou-se um problema na vida dele. Até então, as crises de alergia o levavam a tratamentos para a rinite e a sinusite, até que a alergologista o direcionou para um pneumologista fazer o diagnóstico de asma.

Enquanto isso, ele ia com frequência para o pronto-socorro com crises de falta de ar. Tomava medicação padrão e, no dia seguinte, precisava retornar à unidade hospitalar.

— Quando veio o diagnóstico de asma, falei que não era possível. Fui uma criança saudável, nunca tive crises antes de terminar a adolescência — recorda Bruno.

Agora, aos 28 anos, o diagnóstico é de asma grave, que acomete de 5% a 10% das pessoas asmáticas e é a responsável pelo maior número de mortalidade entre os pacientes da doença — estima-se que três pessoas morrem por dia devido à asma, segundo dados do Gina (Iniciativa Global Contra a Asma). Por isso, ele toma todos os cuidados básicos, como manter o quarto sem cortinas e tapetes, não usar cobertor com pelos e manter a casa e o local de trabalho com higiene especial para evitar os fatores alérgicos do ambiente. E, apesar de todas as crises fortes que já viveu — só em 2015 foram cinco internações — ele ainda convive com o preconceito e a descrença de muita gente.

— As pessoas não consideram a asma uma doença grave. Além disso, acham estranho ela ter "aparecido" agora — conta ele. 

Mesmo depois do diagnóstico, levou alguns anos para que Bruno chegasse ao tratamento correto. Por ter uma asma grave, ele precisa de medicamentos de alto custo, que chegam a R$ 23 mil por mês, com aplicações de injeções, além de uso de corticoides orais e da bombinha de ar. Segundo o médico Fabiano, é a gravidade da asma que determina o tipo de tratamento, com a quantidade de medicamentos até a doença estabilizar. No caso da asma grave, com medicações muito caras, é necessário entrar com pedido judicial para fornecimento gratuito via SUS. 

O pneumologista chama atenção para a importância de ter o diagnóstico e fazer o tratamento mesmo no caso da asma leve, para evitar danos irreversíveis mais tarde. É comum que asmas não tratadas na juventude se manifestem de forma muito mais forte nos idosos. 

— Imagine uma inflamação não tratada que vai persistir por 40 anos. O número de remédios que a pessoa terá que  tomar depois é muito maior — avisa.

A DOENÇA

A asma é uma doença inflamatória crônica da via aérea. Não tem elevada taxa de mortalidade, mas um nível alto de morbidade, atingindo cerca de 20% da população brasileira adulta ou pediátrica.

Sintomas

Tem como características principais a tosse recorrente, a sensação de falta de ar, o cansaço e o chiado. Pode ser agravada pelas mudanças climáticas, poluição, infecções respiratórias e tabagismo, que são os principais agressores da vias aéreas.

Prevenção

A população pode atuar na prevenção primária, ao evitar o consumo de cigarro e ambientes com muita poeira e poluição em suspensão no ar, além de investir em uma alimentação saudável. No entanto, a asma também tem propensão genética.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista, o pneumologista.

Tratamento

O tratamento é continuado e tenta prevenir as crises. A medicação preventiva é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de farmácias populares e programas federais.

 

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaPolícia apreende 288 quilos de maconha em Balneário Piçarras https://t.co/lK7JiiWRe5 #LeianoANhá 2 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaMudanças no trânsito da rua Ottokar Doerffel começam neste sábado em Joinville https://t.co/BftrfS3xOY #LeianoANhá 3 horas Retweet
A Notícia
Busca