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Trânsito21/05/2018 | 11h21Atualizada em 21/05/2018 | 17h03

Protesto causa lentidão nas rodovias do Norte de SC

Caminhoneiros organizam manifestação por causa do preço do diesel

Protesto causa lentidão nas rodovias do Norte de SC Silar Jr/Divulgação
Foto: Silar Jr / Divulgação
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Por causa do protesto dos caminhoneiros, o trânsito está lento na BR-116 em Mafra, no Norte de Santa Catarina, desde a manhã desta segunda-feira. No quilômetro 7, os motoristas dos caminhões interditaram a via, impedindo a passagem de outros veículos de cargas pesadas. Segundo a Arteris Litoral Sul, o trânsito de veículos leves foi deslocado para as marginais e fluindo normalmente. Por volta das 15 horas, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que havia cerca de três quilômetros de congestionamento nos dois sentidos da rodovia.  Às 16h45, o fluxo de veículos estava liberado, mas os veículos de carga continuavam no acostamento, em três quilômetros de extensão.

Na BR-280, em Araquari, também foram iniciados protestos durante a tarde, perto do km 23. No local, os veículos de carga são convidados a parar, mas os demais veículos estão passando.

Greve de Caminhões Mafra
Manifestação acontece nas rodovias federais do EstadoFoto: Divulgação / Divulgação

A manifestação ocorre em todo o país. Os caminhoneiros reivindicam contra o aumento no preço do diesel. Em Santa Catarina há outros pontos interditados por causa do protesto: na BR-101 nos kms 117 em Itajaí, 282 em Paulo Lopes e 342 em Tubarão; no km 395 da BR-282 em Joaçaba; no km 09 da BR-470 em Navegantes e no km 245 da BR-116 em Capão Alto. 

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A Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina) emitiu nota afirmando que é contrária à nova política de preços da Petrobras. Segundo a nota, "além de dificultar toda a cadeia produtiva do País, os reajustes inviabilizam financeiramente o cotidiano das empresas e novos investimentos que poderiam aprimorar o setor". A Fetrancesc também informou que é solidária às manifestações, desde que se mantenham pacíficas.

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Leia a nota completa da Fetrancesc:

Enquanto entidade representativa das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas de Santa Catarina, a Fetrancesc é contrária aos constantes reajustes da Petrobras nos preços de combustíveis. Desde a implantação da política de preços da estatal, em junho de 2017, houve aumentos extremamente prejudiciais ao setor dos transportes, aquele que movimenta a economia do Brasil.

Além de dificultar toda a cadeia produtiva do País, os reajustes inviabilizam financeiramente o cotidiano das empresas e novos investimentos que poderiam aprimorar o setor. Eles são um exagero, diante de uma taxa de inflação abaixo da média e da excessiva carga tributária do Brasil que incide no transporte.

Para demonstrar o impacto na atividade do transporte, a Fetrancesc é solidária a todo e qualquer tipo de manifestação na sua íntegra, desde que pacífica. Respeitamos a cláusula constitucional que concede a todo cidadão o direito de ir e vir e orientamos que não haja bloqueio de rodovias. A nossa proposta é que os caminhões sequer saiam dos pátios das empresas para preservarmos a integridade do nosso principal patrimônio: o colaborador.

Por fim, a Fetrancesc espera que a União faça uma revisão completa na tributação federal sobre o preço dos combustíveis e que reveja a política adotada pela Petrobras. Nosso anseio é que não só as empresas que realizam o transporte de cargas e movimentam a economia do País deixem de serem prejudicadas, como também os proprietários de carros particulares deixem de ser prejudicados.

Ari Rabaiolli
Dagnor Schneider
Presidente e vice da Fetrancesc

 
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