Movimento nos portos de Itapoá e São Francisco do Sul é afetado por causa da greve dos caminhoneiros - Geral - A Notícia

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Manifestação23/05/2018 | 11h48Atualizada em 23/05/2018 | 11h51

Movimento nos portos de Itapoá e São Francisco do Sul é afetado por causa da greve dos caminhoneiros

Desde o início da paralisação nas rodovias de acesso às unidades houve diminuição na entrada de caminhões nos terminais

Movimento nos portos de Itapoá e São Francisco do Sul é afetado por causa da greve dos caminhoneiros Hilton Maurente/NSCTV
Na SC-416, que dá acesso ao Porto de Itapoá, caminhoneiros impedem a passagem de veículos de carga Foto: Hilton Maurente / NSCTV
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A paralisação dos caminhoneiros já dura três dias nas rodovias do Norte de SC. Dois dos bloqueios ocorrem nos principais acessos aos portos da região, de São Francisco do Sul e de Itapoá. Ainda que a paralisação não tenha afetado diretamente as operações nas unidades, há a preocupação de que a greve possa impactar nos trabalhos nos próximos dias.

Na BR-280, que dá acesso ao Porto de São Francisco, os manifestantes estão concentrados perto do quilômetro 23. Ali, os caminhoneiros interceptam outros motoristas de veículos pesados, impedindo o avanço das cargas neste trecho.  Aproximadamente 400 caminhões aderiram ao movimento e estão paralisados no pátio de um posto de gasolina.  

De acordo com o presidente da unidade portuária de São Francisco, Luiz Henrique Furtado, a operação interna está ocorrendo normalmente, como o carregamento de navios e o transporte interno de cargas. Como há estoque de alguns produtos - já que também existe o transporte de cargas pela ferrovia-, por enquanto não há preocupação com as exportações. 

Entretanto, existe a preocupação com a falta de combustível para o trânsito interno dos caminhões que dão suporte as operações do porto. 

— Nós temos uma estimativa de que recebemos cerca de 550 caminhões por dia, desde o começo do protesto essa quantidade não chegou ao Porto – explica o presidente. 

No Porto de Itapoá a situação é parecida. Desde terça-feira, nenhum caminhão chega aos terminais, mas as operações internas continuam na unidade. Os manifestantes impedem a passagem de outros caminhoneiros na SC-416, que dá acesso ao local. Os grevistas solicitam que os motoristas parem na rodovia ou então permaneçam no local junto com eles. Uma fila de quase 200 caminhões se formou nesta manhã no trecho.  

O porto afirma que um navio está sendo carregado nesta manhã. As operações podem sofrer algum impacto a partir do quarto dia de paralisação, já que as mercadorias não chegam até os terminais. 

Pelo Estado

Em Imbituba, 400 caminhões descarregam por dia na unidade portuária. Porém os caminhoneiros estão bloqueando um dos principais acessos à cidade. Portanto, desde segunda-feira, não há chegar até o porto. Os impactos não estão sendo tão grandes porque com a maré alta já não está tendo operação no terminal.

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