Demora na liberação de recursos atrasa em dois meses ampliação e reforma do PA Sul - Geral - A Notícia

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Joinville02/05/2018 | 21h36Atualizada em 02/05/2018 | 21h36

Demora na liberação de recursos atrasa em dois meses ampliação e reforma do PA Sul

Prefeitura pretende entregar a nova ala em 28 de junho

Demora na liberação de recursos atrasa em dois meses ampliação e reforma do PA Sul Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A reforma e ampliação do pronto-atendimento (PA) Sul deve atrasar pelo menos dois meses em Joinville. O prazo inicial, previsto no começo dos trabalhos, era abril. Mesmo com as obras em andamento, prossegue o atendimento ao público nos casos de urgência e emergência.

A Prefeitura pretende entregar a ampliação – de 958 metros quadrados – em 28 de junho. A intenção é que nesta data todo o atendimento que hoje é feito no setor antigo passe para a nova ala. Isso possibilitará a reforma da área antiga.

Segundo o secretário de Saúde, Jean Rodrigues da Silva, a demora foi causada por atraso no repasse de recursos estaduais e federais. Ele diz que a União ainda não depositou a última parcela do total de R$ 1,009 milhão, enquanto o Estado demorou cerca de oito meses para definir qual seria a fonte dos R$ 2 milhões em verbas – a última parte foi paga no dia 20. Houve, ainda, o investimento de R$ 998.438,49 do município.

— Se fosse levar em consideração esse tempo, teríamos que avançar (além do prazo) em oito meses, mas estamos avançando em dois. E a previsão inicial da empresa era fechar todo o PA por dois anos, mas mantivemos o serviço e isso também acarreta problemas — justifica.

A ala ampliada passa pelos últimos ajustes antes da abertura. O espaço será usado para o funcionamento da área de observação, o Centro de Materiais Esterilizados e o raio X digital. Em um pavimento abaixo haverá um estacionamento coberto e outras vagas serão abertas ao lado da estrutura. A previsão é que quando a nova ala comece a funcionar, conte também com o reforço de nove enfermeiros, 20 técnicos em enfermagem e 15 médicos, que se somam aos 128 funcionários que já trabalhavam no local.

Após a conclusão da reforma e da ampliação, o serviço reabrirá como uma Unidade de Pronto-atendimento (UPA). Isso possibilitará à Secretaria de Saúde ganhar repasses de R$ 300 mil por mês do governo federal. Atualmente, a unidade necessita de R$ 1,5 milhão mensais apenas para a folha de pagamento.

A UPA ampliará de um para três os leitos de sala de emergência e de seis para 21 os leitos de observação. De acordo com a secretaria, a capacidade da sala de medicação e reidratação será triplicada, e a farmácia terá o dobro da estrutura atual. O pronto-atendimento também terá dois novos postos de enfermagem e preparação de medicação, além de salas de espera maiores.

Estrutura não garante fim de superlotação

Quando a obra foi iniciada, em abril de 2016, a ideia era diminuir a necessidade de restrições no atendimento por causa da superlotação no PA. A unidade recebia cerca de 600 pessoas por dia, em média. No entanto, o secretário de Saúde afirma que não há como garantir que essa seja a solução do problema. Para Jean Rodrigues da Silva, há a possibilidade até de a situação se agravar.

— Considero que o fato de ter mais espaço, sinceramente, não vai resolver o problema. Na verdade, pode se acentuar a questão dos leitos, por exemplo. Se antes eu tinha seis leitos de observação, agora terei 21, então colocamos mais pessoas para dentro (da unidade) — afirma.

Segundo ele, a secretaria vai pressionar mais a central de regulação para dar vazão aos leitos porque o objetivo não é deixar os pacientes parados no pronto-atendimento. Ele afirma que o ideal é as pessoas receberem o diagnóstico e a liberação ou serem transferidas para um leito hospitalar.

O secretário reforça que o foco das obras no PA é dar melhores condições de trabalho aos servidores e serviços à comunidade. Uma das vantagens apontadas por Jean é a possibilidade de os moradores da zona Sul não precisarem mais se deslocar para as outras unidades de pronto-atendimento, como ocorre hoje em casos não tão graves.

— A maior queixa dos pacientes é o deslocamento e agora eles terão a comodidade de ser atendidos perto de casa — diz.

Ele também salienta que será uma estrutura nova, moderna e mais humanizada.

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