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Trânsito22/05/2018 | 08h55Atualizada em 22/05/2018 | 18h21

Confira como está o trânsito nas principais rodovias do Norte de SC

Por causa do protesto dos caminhoneiros há pontos de lentidão em alguns trechos

Confira como está o trânsito nas principais rodovias do Norte de SC Salmo Duarte/A Notícia
Paralisação em Araquari ocorre no acostamento da BR-280 Foto: Salmo Duarte / A Notícia
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Desde segunda-feira, caminhoneiros interditam trechos das principais rodovias do Norte do Estado, em protesto contra a alta no preço do diesel. As rodovias não estão interditadas para veículos leves e de emergência, mas, durante a manhã, os motoristas dos caminhões interditaram parte da via, impedindo a passagem de outros veículos de cargas pesadas. À tarde, com a liminar expedida pela 2ª Vara Federal de Florianópolis que impede que as rodovias federais de Santa Catarina sejam bloqueadas, os manifestantes limitaram-se a convidar os motoristas de veículos de carga a também paralisarem. 

Em Araquari, por volta das 16h30, cerca de 800 veículos estavam estacionados em um posto de combustível no km 23 da BR-280. Entre eles havia carregamentos de produtos perecíveis que foram liberados para deixar o local às 18 horas. Em Joinville, no km 26 da BR-101, os veículos de carga estavam sendo parados no km 26 para estacionarem em um posto de combustível.

Durante a manhã, o principal ponto de lentidão estava no km 7 da BR-116, em Mafra. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia cerca de dois quilômetros de congestionamento nos dois sentidos da pista e cerca de 100 caminhões estão reunidos no acostamento.

Na SC-416, em Itapoá, os manifestantes estão perto do Porto Itapoá. Segundo a administração do porto, o funcionamento chegou a ser afetado porque os manifestantes estavam abordando os outros motoristas, mas ninguém foi proibido de descarregar. No porto de São Francisco do Sul, que poderia ser afetado pelo bloqueio na BR-280, a administração informou que a paralisação não afetou o funcionamento. 

Paralisação afeta coleta de resíduos sólidos em Schroeder

Devido ao protesto, a coleta de resíduos sólidos urbanos está sendo afetada em Schroeder. Em nota, a Prefeitura informou que como o material é encaminhado ao aterro sanitário na cidade de Mafra, os caminhões que fazem o transporte do lixo até a cidade estão paralisados na rodovia. Os veículos de coleta também estão parados na empresa já carregados com os resíduos.

— Contamos com a compreensão da comunidade. O serviço será normalizado assim que possível — explica o diretor de saneamento, Valvenir Doge.

Confira a situação das rodovias do Norte (última atualização às 16h40):

SC-416 – Em Itapoá, próximo ao Porto, os caminhoneiros estão reunidos desde segunda-feira. Eles estão parando os veículos de carga, mas deixando carros passarem. Não há registro de congestionamentos até o momento. 

BR-101 – No km 26, há protesto de caminhoneiros mas não está afetando o tráfego. Quando veículos de carga passam, estes estão sendo convidados a entrar no estacionamento do Posto Rudnick, onde estão os manifestantes. 

BR-280 – Em Araquari, eles estão reunidos no pátio de um posto de gasolina, perto do km 23, e abordando somente os veículos de carga. A pista não está interditada e não há registro de congestionamento. A PRF não soube informar  quantidade de caminhoneiros estão paralisados no local até o momento.  

BR-280 – Em São Bento do Sul, no km 122, tem caminhoneiros bloqueando os veículos de carga. Eles estão deixando passar carros e caminhões com carga perecível. A PRF de Rio Negrinho não soube informar o número exato de veículos envolvidos. A pista não está interditada, eles estão no acostamento. Tem fila de 1 km nos dois sentidos da rodovia, por causa da abordagem dos motoristas.  

BR-116 – Em Mafra, no km 7, os motoristas estão bloqueando a passagem dos veículos de carga. Segundo a PRF, durante a manhã havia 2 km de congestionamento para cada lado e cerca de 100 caminhões reunidos no acostamento.

Paralisação afeta coleta de resíduos sólidos em Schroeder

Devido ao protesto, a coleta de resíduos sólidos urbanos está sendo afetada em Schroeder. Em nota, a Prefeitura informou que como o material é encaminhado ao aterro sanitário na cidade de Mafra, os caminhões que fazem o transporte do lixo até a cidade estão paralisados na rodovia.  Em contrapartida, os veículos de coleta estão parados na empresa já carregados com os resíduos.

— Contamos com a compreensão da comunidade. O serviço será normalizado assim que possível — explica o diretor de saneamento, Valvenir Doge.

protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel fecha rodovias e provoca lentidão
Protesto no km 7 da BR-116 começou na manhã desta segunda-feiraFoto: Silar Jr / Divulgação

Em Santa Catarina há outros pontos interditados por causa do protesto: na BR-101 nos kms 117 em Itajaí, 282 em Paulo Lopes e 342 em Tubarão; no km 395 da BR-282 em Joaçaba; no km 09 da BR-470 em Navegantes e no km 245 da BR-116 em Capão Alto. 

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Greve de Caminhões Mafra
Manifestação acontece nas rodovias federais do EstadoFoto: Divulgação / Divulgação

A Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina) emitiu nota afirmando que é contrária à nova política de preços da Petrobras. Segundo a nota, "além de dificultar toda a cadeia produtiva do País, os reajustes inviabilizam financeiramente o cotidiano das empresas e novos investimentos que poderiam aprimorar o setor". A Fetrancesc também informou que é solidária às manifestações, desde que se mantenham pacíficas.

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Confira os locais onde há paralisação dos caminhoneiros nas rodovias de Santa Catarina

Leia a nota completa da Fetrancesc:

Enquanto entidade representativa das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas de Santa Catarina, a Fetrancesc é contrária aos constantes reajustes da Petrobras nos preços de combustíveis. Desde a implantação da política de preços da estatal, em junho de 2017, houve aumentos extremamente prejudiciais ao setor dos transportes, aquele que movimenta a economia do Brasil.

Além de dificultar toda a cadeia produtiva do País, os reajustes inviabilizam financeiramente o cotidiano das empresas e novos investimentos que poderiam aprimorar o setor. Eles são um exagero, diante de uma taxa de inflação abaixo da média e da excessiva carga tributária do Brasil que incide no transporte.

Para demonstrar o impacto na atividade do transporte, a Fetrancesc é solidária a todo e qualquer tipo de manifestação na sua íntegra, desde que pacífica. Respeitamos a cláusula constitucional que concede a todo cidadão o direito de ir e vir e orientamos que não haja bloqueio de rodovias. A nossa proposta é que os caminhões sequer saiam dos pátios das empresas para preservarmos a integridade do nosso principal patrimônio: o colaborador.

Por fim, a Fetrancesc espera que a União faça uma revisão completa na tributação federal sobre o preço dos combustíveis e que reveja a política adotada pela Petrobras. Nosso anseio é que não só as empresas que realizam o transporte de cargas e movimentam a economia do País deixem de serem prejudicadas, como também os proprietários de carros particulares deixem de ser prejudicados.

 
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