"Só acreditamos vendo", dizem moradores de Araquari sobre início da duplicação da BR-280 - Geral - A Notícia

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Rodovia11/04/2018 | 18h30Atualizada em 11/04/2018 | 18h30

"Só acreditamos vendo", dizem moradores de Araquari sobre início da duplicação da BR-280

Assinatura de ordem de serviço nesta quarta-feira põe fim a longa espera em trecho de seis quilômetros, no caminho à São Francisco do Sul

"Só acreditamos vendo", dizem moradores de Araquari sobre início da duplicação da BR-280 Salmo Duarte/A Notícia
Duplicação de trecho nas proximidades do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Araquari teve ordem de serviço assinada Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A assinatura da ordem de serviço para os primeiros seis quilômetros da duplicação da BR-280 no lote 1, entre São Francisco do Sul e Araquari, reacende a expectativa de comerciantes e usuários da rodovia de que a obra resolva os gargalos no trânsito nas proximidades do Instituto Federal Catarinense (IFC). A estrada é rota de moradores locais, de caminhões em direção ao Porto de São Francisco do Sul e de turistas que rumam às praias da região.

Duplicação da BR-280 é liberada em Araquari depois de mais de três anos de espera

Reivindicação antiga tanto comunitária quanto de autoridades, o aval para iniciar a duplicação da via foi confirmado nesta quarta-feira (11), quase 1,3 mil dias depois da homologação da vencedora da licitação de outubro de 2014, para o início dos serviços. O canetaço vem das mãos do novo ministro dos Transportes, Valter Cassimiro, em Brasília.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as obras no lote 1 na BR-280 entre os dois municípios compreendem um trecho de 36 km, por onde trafegam diariamente cerca de 15 mil veículos. No entanto, devido a escassez de recursos (montante atualizado que ultrapassa R$ 370 milhões), o orçamento liberado é de R$ 22,5 milhões e vai possibilitar à duplicação inicial de seis quilômetros, entre o Km 21 e o Km 32. As obras já confirmadas terão início imediato pela empresa Construcap e possuem aporte proveniente do Ministério dos Transportes.

No trecho já contemplado o Dnit, em Santa Catarina, prevê a implantação de 3ª faixa entre o km 21 e o km 24 e entre o km 29 e o km 32, além de três rótulas completas nos principais cruzamentos, e rua lateral entre o km 24 e o km 29. Deve ser feita ainda a construção de um viaduto em frente ao Colégio Agrícola e duas passarelas - em frente à escola municipal Amaro Coelho e na atual travessia de pedestres do km 24,6. O prazo contratual é de três anos e depende da disponibilização dos recursos necessários.

O DNIT informa que a duplicação da rodovia BR-280, numa extensão de 73,88 Km, foi dividida em três lotes. O Lote 1 que inicia agora, compreende o trecho de 36 Km entre São Francisco do Sul e a BR-101-SC; o Lote 2.1 está com 27% das obras executadas e vai da BR-101-SC a Guaramirim, num total de 14,1 Km de extensão; já o Lote 2.2 tem 23,9 Km e vai de Guaramirim a Jaraguá do Sul.

Moradores convivem com expectativa da obra sair do papel

 ARAQUARI,SC,BRASIL,11-04-2018.Assinada a ordem de serviço para o inicio das obras dos primeiro 6 km da Br 280.Silverio Mariano Back,borracheiro.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Moradores e comerciantes locais ainda custam a acreditar que obra sairá do papelFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Para quem utiliza diariamente a rodovia na vila próxima ao Colégio Agrícola, a novidade ainda gera descrença tendo em vista o tempo entre o anúncio da duplicação e a garantia dos primeiros recursos. O ditado "só acredito vendo" é comum entre moradores, comerciantes e motoristas locais.

— Há mais de quatro anos já dei entrevista sobre a duplicação da BR-280 e até agora não saiu do papel, então ainda não estou acreditando, porque é uma necessidade que estamos esperando há anos. Dizem que vai sair, mas não começa, quando começar vai melhorar e muito a situação do trânsito neste trecho — destaca Railde Ticianelli, comerciante às margens da rodovia há 17 anos.

Para Cicero Cristiano Custódio, que há sete anos transita pela estrada, a escolha do trecho próximo ao Instituto Federal é acertada, porque o gargalo no trânsito é diário. Segundo ele, os problemas envolvem não só o alto fluxo de caminhões sentido Porto de São Francisco, mas também o entra e sai de carros das vias laterais à BR, a tentativa de travessia pelos pedestres, que residem na vila, e a redução de velocidade dos motoristas por conta das lombadas eletrônicas instaladas no trajeto.

— Do trevo do Itinga até à última lombada eletrônica, perto da delegacia, há bastante congestionamento. O período mais complicado é entre 16h e 19h, quando às vezes é melhor esticar o tempo no trabalho até às 20h e ir para casa sem trânsito do que ficar até duas horas dentro do carro — explica.

Segundo ele, além da duplicação ser esperada para resolver essa situação, é necessário investir em uma passarela para os pedestres, que se arriscam em meio aos carros para chegar até os mercados e serviços locais - concentrados na via direita, sentido litoral.

— É uma necessidade também, porque aqui (imediações do IFC) é uma vila, então tem muito perigo não só para os motoristas, mas para os pedestres que tentam atravessar e os veículos não dão vez. Então, essa passarela é o ideal para termos ganho de fluxo e para a segurança das pessoas — aponta Custódio.

Outra dúvida é quanto as laterais da via que dão acesso ao comércio. Comerciante há 26 anos às margens da BR-280, Silvério Marino Back, acredita que a duplicação venha a contribuir ainda mais para o desenvolvimento da região. "A movimentação de máquinas durante as obras também são contornáveis", considera. Porém, diz ser necessário garantir que não sejam fechadas as passagens para as marginais existentes.

— É uma reivindicação antiga e os transtornos fazem parte do trabalho, então o maquinário não incomoda. O que eles não podem fazer é trancar a entrada da marginal para os veículos, porque os comerciantes precisam continuar abertos para se sustentar — avalia.

De acordo com o DNIT, a empresa responsável pela duplicação já está se mobilizando para o início da obra e vem sendo orientada a interferir o menos possível no tráfego intenso do local.

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