Representantes da Acij, CDL, Ajorpeme e Acomac debatem situação de Joinville com cúpula de segurança - Geral - A Notícia

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Debate03/04/2018 | 13h07Atualizada em 03/04/2018 | 15h18

Representantes da Acij, CDL, Ajorpeme e Acomac debatem situação de Joinville com cúpula de segurança

Reunião na noite de segunda-feira na Associação Empresarial de Joinville contou com a presença do secretário de segurança Alceu de Oliveira Pinto Júnior

Representantes da Acij, CDL, Ajorpeme e Acomac debatem situação de Joinville com cúpula de segurança Ana Paula Keller,ADR/Divulgação
Foto: Ana Paula Keller,ADR / Divulgação
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O Conselho das Entidades Empresariais de Joinville se reuniu com os principais representantes da Segurança Pública Estadual e Regional para debater sobre a situação do tema na cidade. Em reunião realizada na Associação Empresarial de Joinville (Acij) na noite desta segunda-feira, entraram na pauta do setor empresarial questões como a possibilidade do aumento de efetivo policial acompanhando o crescimento populacional, maior investimento em equipamentos e inteligência.  

Durante o encontro, o secretário da pasta, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, destacou que a segurança pública está sento tratada como prioridade pelo governo do Estado. Desta forma, a liberação de recursos para operações especificas e investimentos realizados em tecnologia, viaturas e equipamento de videomonitoramento, por exemplo, são ações citadas que estão em andamento.  

Uma dessas ações é o edital lançado no final de março. O documento tem como objetivo ampliar o sistema de videomonitoramento estadual. A expectativa é de que a iniciativa possa ampliar de 2,1 mil para cerca de oito mil o número de câmeras à disposição da segurança pública. A proposta é puxada pelo chamamento, até final de dezembro, de empresas que mantêm sistemas privados de monitoramento interessadas a cederem as imagens de suas câmeras ao acesso do poder público.  A medida pode ainda impactar em maior monitoramento de ao menos 17 artérias de entrada e saída de Joinville.  

O secretário também ressaltou que ações com relação à segurança não podem ficar somente por meio da vontade ou visão de um governante, elas devem se tornar um lema de Estado, mantido pelas lideranças que estarão à frente dos catarinenses no futuro. 

—  Planilha não faz milagre. Nós temos uma previsão bem clara do que exatamente podemos e queremos fazer do futuro. Acho que essa é uma parte que pode ficar como legado: essa organização de como atuar à frente tendo o recurso disponível e não dependendo da clareza de visão de um governador — afirma o secretário.  

Durante a reunião, não houve anúncio de aumento de efetivo. Entretanto, com a conclusão do concurso público da Polícia Civil nos próximos meses, pode-se esperar um incremento de agentes e escrivães. Ainda não há previsão de quantos policiais serão redirecionados para cada área, este mapeamento deverá ser realizado próximo da data de ingresso dos servidores. Atualmente, Joinville conta com quase 780 policiais militares e menos de 200 policiais civis. 

Por enquanto, as autoridades da segurança pública do Estado falam em otimização, realocando pessoal onde há mais necessidade e possibilidade de aquisição de softwares e equipamentos de inteligência.  

— A estratégia é aumentar resultado, se para isso tiver que aumentar número de policiais, governador Pinho deu liberdade de trabalho, mas se vamos aumentar efetivo, equipamentos ou reforço de inteligência, isso vai depender das análises quinzenais — completou o secretário.    

Reforço nas operações

O secretário destaca que Joinville é considerada uma área vermelha, que requer algumas ações pontuais. Desde que assumiu a pasta, há cerca de dois meses, operações vem ocorrendo na cidade em áreas mapeadas onde o índice de criminalidade é maior. As ações vão desde o cumprimento de mandados de prisões que já estavam em aberto, sufocamento do crime em  determinadas áreas até prisão de lideranças criminosas. 

— Esse enfraquecimento das organizações acabou diminuindo o numero de homicídios. As organizações estão mais preocupadas em se proteger do que ocupar determinados espaços — explica Júnior.

Para o secretário, essas operações contribuíram para a diminuição no índice de homicídios. Segundo dados apresentados no encontro. Em Joinville, a queda no número de homicídios foi de 34% — de 38 casos no primeiro trimestre do ano passado contra 25 nos primeiros três meses de 2018. 

Atuação policial e ações de assistência social

Além das operações também há o planejamento de inserir nas áreas de maior vulnerabilidade, ações voltadas para a atuação social. De acordo com o comandante geral da polícia militar, coronel Araújo Gomes, atualmente as regiões mais violentas representam 80% das ações de força policial e 20% de atuação social. A intenção é inverter estes números. Para isso, a secretária de estado da assistência social, trabalho e habitação, Romana Remor, veio à Joinville para traçar estratégias e conhecer projetos sociais existentes. 

—  Ações conjuntas mesmo, onde eles têm atuado nós estaremos. Vamos priorizar investimentos em equipamentos sociais, em projetos em andamento, em regularização fundiária. É obvio que todo estado precisa, mas emergencialmente vamos estar onde há intensificação da segurança pública — conclui a secretária.  

 

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