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Em espera12/04/2018 | 19h15Atualizada em 12/04/2018 | 20h03

Porto de São Francisco do Sul permanece com capacidade de operações reduzida

Problema com duas esteiras de embarque de grãos há um mês aumenta tempo de espera de navios

Porto de São Francisco do Sul permanece com capacidade de operações reduzida Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

Um mês se passou desde que uma das duas esteiras de embarque de grãos do terminal graneleiro do Porto de São Francisco do Sul cedeu, no último dia 11 de março. De lá para cá, a capacidade total das operações de carregamento dos navios permanece reduzida. Com apenas um tripper de exportação a granel funcionando, operadoras dizem que houve aumento importante da espera dos navios para zarpar do Porto: dos cerca de seis dias, em média, antes da quebra das esteiras, para 20 a 25 dias atualmente.

O embarque de grãos ao exterior via SCPar Porto de São Francisco do Sul ficou integralmente interrompido de 11 de março até o último dia 19, nas duas esteiras do terminal. Em uma delas a operação permanece inoperante, no corredor 15-B, no qual cerca de 40 metros do tripper de carregamento ficou danificado e os reparos seguem em curso. Na outra, a esteira chegou a ficar parada por uma semana, por precaução, para reforço da estrutura e hoje é o trilho responsável pelo preenchimento de carga nos graneleiros.

Porto de São Francisco do Sul funciona com apenas uma esteira para mercadorias

Com essa retomada parcial, cerca de 50% da capacidade está operando. O Terlogs Terminal Marítimo, que atua na unidade portuária, considera que pelo menos quatro navios deixam de carregar no porto, por mês, enquanto permanece reduzida a operação. Diz ainda que o prejuízo gerado com o incidente já alcança cifra milionária. “Como o custo médio por dia, por navio, é da ordem de US$ 18 mil, se considerarmos um tempo de espera de 20 dias, tem-se US$ 360 mil (de prejuízo) por embarcação. Considerando os oito navios hoje fundeados, isto significa US$ 2,9 milhões no mês”, analisa.

A empresa destaca também que há preocupação com o sobrecarregamento de atividade na esteira de embarque ativa e morosidade na reforma da área danificada. "A fita (esteira) atualmente em operação está em condições precárias de manutenção e há o risco, não pequeno, de poder parar a qualquer momento. O reparo que se afirma haver sido contratado irá apenas recuperar a fita parada, não contemplando a que hoje está em operação e nem os dois shiploaders (embarcadores), que exigem também ações corretivas urgentes”, aponta.

Média de espera é menor, diz diretor da SCPar

Luís Furtado, diretor-presidente do SCPar Porto de São Francisco do Sul, julga que há certo exagero com relação a atual situação do terminal graneleiro. Segundo ele, desde a paralisação oito navios já foram carregados e atualmente há seis na barra - o mais antigo com chegada em 14 de março, depois do incidente. O tempo de espera médio é menor, aponta, e varia de acordo com a época do ano, sendo maior em períodos de safra.

— Claro que se tivesse funcionando de forma integral a espera seria menor, mas o navio mais antigo está no porto há cerca de 25 dias e o mais novo está aqui há dois dias. Então, se somar, não é assim de que todo navio vai esperar 25 dias, principalmente daqui para frente — rebate.

Quanto ao possível sobrecarregamento do equipamento que realiza os trabalhos enquanto o outro corredor permanece parado, Furtado afirma que foram solicitados laudos que demonstraram viabilidade de a demanda ser transportada aos navios da forma como vem ocorrendo neste mês. Relata ainda que o curso dos reparos está de acordo com o planejado.

— Estamos fazendo todo o esforço para voltar a operar o mais rápido possível e, principalmente, privilegiando primeiro a segurança e não o tempo. Se a gente fizesse uma obra apenas paliativa, a operação completa poderia ter voltado semana passada, mas a reforma ocorre considerando primeiro a segurança e para não haver mais esse tipo de risco — diz.

A administração do SCPar Porto de São Francisco do Sul defende que depois de concluído o reparo da esteira danificada está prevista a recuperação de todo o corredor de exportação do porto público.

Proposta

O Terlogs sinaliza também disposição para abraçar a possibilidade prevista no ‘DL 8033, cláusula 42’, de que é possível que as operadoras, em situação de urgência, adiantem os recursos e executem os reparos em troca de compensação posterior nas tarifas portuárias. No entanto, o SCPar Porto de São Francisco do Sul, afirma que os reparos estão sendo realizados e que possui recursos próprios disponíveis, não havendo necessidade de aceitar a proposta.

Operação total pode ser restabelecida até a primeira quinzena de maio

Os reparos na esteira que teve parte da estrutura comprometida passa por reparos em duas frentes de trabalho, uma no próprio terminal portuário e à outra no Rio Grande do Sul, onde está sendo construída a passarela. O custo total dos reparos deve ficar em torno de R$ 8,5 milhões e a expectativa é de que a nova peça chegue a unidade graneleira até o próximo dia 23 de abril.

— Essa previsão depende de outros fatores como o transporte e o tempo, mas calculamos que depois do acesso dessa estrutura no porto, devemos voltar a operar em até 15 dias — salienta.

Se a projeção se confirmar, a tendência é de que a capacidade total seja efetivada na primeira quinzena de maio. O diretor-presidente do SCPar Porto de São Francisco do Sul, Luís Furtado, destaca que depois de concluído esse trabalho, vai se iniciar uma nova licitação confirmando a manutenção, recuperação e modernização dos corredores de exportação. O investimento deve ser viabilizado pelo próprio porto público e ainda não há orçamento fechado para as obras.

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