Macaco encontrado morto em Corupá foi enviado para análise em Florianópolis - Geral - A Notícia

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Região Norte06/03/2018 | 09h59

Macaco encontrado morto em Corupá foi enviado para análise em Florianópolis

Resultado virá de laboratório especializado de Florianópolis e deve ficar pronto em cerca de 20 dias

Macaco encontrado morto em Corupá foi enviado para análise em Florianópolis divulgação / divulgação/divulgação
Foto: divulgação / divulgação / divulgação

A Secretaria de Saúde de Corupá aguarda o resultado da análise no macaco bugio que foi encontrado morto no município no dia 1 de março. Segundo a Vigilância Epidemiológica de Corupá, o resultado virá de laboratório especializado de Florianópolis e deve ficar pronto em cerca de 20 dias. O exame constata se o animal está ou não infectado pela febre amarela. A população que mora na redondeza onde o animal foi encontrado foi avisada para monitorar e comunicar à Secretaria caso outro animal seja encontrado morto.

Segundo o secretário de Saúde de Corupá Irineu Pasold, este é o segundo caso de macaco encontrado morto no município desde o ano passado. O primeiro foi encontrado em setembro de 2017, mas depois de análises feitas não foi confirmado qualquer indício de febre amarela. Já sobre o macaco encontrado na semana passada também passou pela análise de um veterinário que levantou a possibilidade de que o animal possa ter morrido por um choque elétrico.

- A população pode ficar tranquila que todas as medidas que devem ser tomadas para analisar a morte deste macaco estão sendo tomadas. Pedimos ainda que a Secretaria seja comunicada em caso de outro macaco encontrado morto, mas que este não seja removido do local onde for localizado para facilitar a investigação - orienta Pasold. 

O contato da Secretaria de Saúde é o 3375-1234 ou na Vigilância Epidemiológica que atende no posto de saúde do Centro 3375-2161

Febre amarela e os macacos

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida principalmente por mosquitos de áreas urbanas ou silvestres. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e pode ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Os macacos não transmitem o vírus da febre amarela. Pelo contrário. São tão vítimas quanto os humanos. E ainda cumprem uma função importante: ao contraírem o vírus, transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região. Caso a população encontre animais mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente possível ao serviço de saúde do município onde vive.

 

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