IGP identifica corpos de piloto e auxiliar de pista e descarta perfuração de bala - Geral - A Notícia

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Queda de aeronave10/03/2018 | 19h23Atualizada em 10/03/2018 | 19h41

IGP identifica corpos de piloto e auxiliar de pista e descarta perfuração de bala

Liberação dos dois corpos deve ocorrer no domingo; Terceira vítima fatal segue sem identificação

IGP identifica corpos de piloto e auxiliar de pista e descarta perfuração de bala Salmo Duarte/A Notícia
Equipe realiza perícia no local da queda Foto: Salmo Duarte / A Notícia

O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joinville confirmou por volta das 19h deste sábado a identificação do piloto e assistente de pista que morreram na queda do helicóptero sequestrado na última quinta-feira (8), no município. A expectativa é de que os dois corpos possam ser liberados neste domingo às famílias para que o sepultamento possa ocorrer.

Ainda conforme o IGP, a identidade da terceira vítima fatal da tragédia não foi confirmada. O instituto realizou ainda exames de raio-x nos corpos dos três mortos na queda do helicóptero. As análises foram feitas no piloto e no auxiliar da empresa Avalon Táxi Aéreo - operadora do helicóptero, Antônio Aguiar (57) e Bruno Siqueira (20), e no passageiro ainda sem identificação. Nenhum tinha perfuração de bala.

Apesar da não detecção de projétil nas vítimas, não está descartada a possibilidade de disparo de arma de fogo durante o voo.

Já o quarto passageiro da aeronave, Daniel da Silva, de 18 anos, que sobreviveu ao acidente, continua internado no Hospital São José de Joinville em estado grave.

Em busca de respostas

 A Polícia Federal (PF) ainda está longe de afirmar o que de fato ocorreu durante o voo que culminou na queda de um helicóptero e matou três pessoas na última quinta- feira, em Joinville. O sequestro da aeronave momentos antes do acidente foi confirmado pela Polícia Civil e, diante da suspeita de outro crime ? de tomada ilícita do controle do helicóptero ?, a investigação passou a ser feita sexta-feira pela manhã por agentes federais.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,08-03-2018.Queda de helicoptero deixa três óbitos em Joinville,fata aconteceu na Servidão Adenilda Roeder,bairro Paranaguamirim (zona Sul).IGP.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Polícia realizou perícia no dia da queda do helicópteroFoto: Salmo Duarte / A Notícia

A aeronave, de prefixo PR HBB, modelo Bell 206B, da operadora Avalon Táxi Aéreo, que presta serviços de voo panorâmico para o parque Beto Carrero World, foi alvo de sequestro durante um voo fretado de Penha, no Litoral Norte, para Joinville. O trajeto tinha retorno previsto ao mesmo local de decolagem, porém, por volta das 15h45min a aeronave caiu nas proximidades da Penitenciária de Joinville, no bairro Paranaguamirim, Zona Sul da cidade. Um dos ocupantes, identificado como Daniel da Silva, 18 anos, que segundo a polícia teria participação no crime, foi resgatado com vida. Outras três pessoas morreram no local.

A informação do delegado e chefe da Polícia Federal de Joinville, Alexandre de Andrade Silva, é de que neste primeiro momento os peritos estão concentrados em colher objetos e fazer registros fotográficos no local da queda. Esses materiais vão servir de apoio para as perícias técnicas, que devem indicar o que de fato ocorreu no helicóptero. Alguns vestígios já foram recolhidos pela polícia, como as duas armas de fogo que estavam em posse dos passageiros do avião. No entanto, a conclusão pericial ainda pode levar meses.

Em paralelo, dois investigadores do 5o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V) fazem diligências no local. O órgão, que representa regionalmente o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), visa a apurar as causas da queda com o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram. Entre os trabalhos feitos pelo órgão está a retirada de partes da aeronave para análise e a reunião de documentos e relatos de testemunhas.

As operações começaram por volta das 10h. O Instituto Geral de Perícias (IGP) já havia verificado o local ainda na quinta- feira, quando recolheu os corpos de duas vítimas da tragédia foram identificados como sendo do piloto, Antônio Mário Franco Aguiar, 57 anos, e do auxiliar de voo, Bruno Siqueira, 20. O outro passageiro, que teria, conforme a polícia, participado do sequestro junto com Daniel, não foi identificado.

APURAÇÃO E LINHAS DE INVESTIGAÇÃO

As informações repassadas pela Polícia Federal revelam que o sobrevivente Daniel da Silva e a vítima ainda não identificada entraram em contato com a Avalon Táxi Aéreo na quarta-feira para saber informações para um serviço de fretamento. O objetivo da dupla era fazer um voo de aproximadamente 50 minutos para sobrevoarem um terreno em Joinville. Já na quinta-feira, os dois foram até o posto da empresa, que fica no parque de diversões, e fizeram o fretamento. Foram pagos R$ 3,1 mil em dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, o que se sabe é que o piloto Antônio Márcio Franco Aguiar e o passageiro Daniel estavam na parte da frente da aeronave, enquanto o auxiliar de voo Bruno Siqueira e a vítima não identificada estavam atrás. Outra informação levantada pela polícia é de que a empresa responsável pela aeronave não percebeu a atitude suspeita vinda dos contratantes do serviço. Conforme relatado à PF, o piloto se comunicou com a empresa momentos antes da decolagem, às 15h20min, e aparentava tranquilidade. A dúvida a ser respondida agora é o que ocorreu após o helicóptero alçar voo, além do que levou à queda.

Ainda falta ser esclarecido pelo PF se o piloto realmente emitiu código para a empresa ou à torre de controle informando alguma atitude ilícita durante o percurso no ar. Até a tarde de sexta-feira, o Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-2), em Curitiba, ainda não havia encaminhado resposta para a solicitação da polícia. Outra informação, repassada pela 2a Companhia de Aviação, é de que a torre de Joinville não recebeu plano de voo dessa aeronave e, em virtude do porte da mesma, esse procedimento é obrigatório.

Durante a apuração, os peritos recolheram também as duas armas que estavam no helicóptero: um revólver que ficou completamente queimado e passará por perícia, e uma pistola fabricada no Brasil, que havia sido exportada para órgãos de segurança do Paraguai. A suspeita é de que ela foi extraviada em algum momento e acabou parando na posse de alguém dentro do helicóptero.

Os resultados preliminares apontam ainda que não houve disparo antes de a aeronave atingir o solo. Isso porque, conforme testemunhas ouvidas pela Polícia Federal, estampidos foram ouvidos após o helicóptero tocar o solo e entrar em combustão, o que, segundo a investigação, ocorreu em fração de segundos. Uma das hipóteses ventiladas é que o objetivo final da ação seria ajudar a fuga de um detento sob alcunha de "Calango", da penitenciária ou presídio de Joinville.

Quanto à possibilidade de o sequestro ter sido motivado para que o helicóptero desse apoio ao possível resgate do detento no sistema prisional de Joinville, por enquanto não passa de um boato.

— Trata-se de um boato, um informe que ainda estamos longe de confirmar e, ao mesmo tempo, trata-se de uma hipótese que existe e não pode ser descartada — afirma o delegado da Polícia Federal.

Procurada pelo reportagem, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) informou que "não se manifestará acerca do acidente aéreo, uma vez que o caso faz parte de um inquérito em andamento e compete somente à autoridade policial investigar e informar, a seu critério, acerca das causas e possíveis motivações da ocorrência". 

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