Exportação de grãos está paralisada no Porto de São Francisco do Sul - Geral - A Notícia

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Economia12/03/2018 | 20h19Atualizada em 12/03/2018 | 20h19

Exportação de grãos está paralisada no Porto de São Francisco do Sul

Problema na esteira responsável pelo carregamento do terminal graneleiro interrompeu atividades desde domingo

Exportação de grãos está paralisada no Porto de São Francisco do Sul Salmo Duarte/A Notícia
Porto de São Francisco registrou o equivalente a oito mil toneladas por dia em exportação de grãos em janeiro Foto: Salmo Duarte / A Notícia
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A exportação de granel sólido via Porto de São Francisco do Sul está paralisada desde domingo de manhã, quando a galeria de uma esteira de embarque do corredor responsável pela carregamento do terminal graneleiro cedeu. O problema foi registrado às 10h45 e, até a noite de ontem, ainda não tinha prazo para ser consertado e as atividades serem retomadas. Os gestores da empresa que administra o porto, a SCPar, e engenheiros da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), formam o corpo técnico que desde ontem buscam uma solução definitiva, que deve ser divulgada hoje. 

Segundo o Diretor Presidente do SCPar, Luís Furtado, apenas uma das duas esteiras de embarque do Corredor de Exportação de Grãos, chamadas de trippers, apresentou avaria. No entanto, a outra precisou ser desligada por questões de segurança, para garantir que sua movimentação não force a estrutura da galeria que cedeu, causando mais problemas. Por isso, toda a operação do terminal graneleiro, que é de responsabilidade da Cidasc, precisou ser interrompida. 

— A galeria será "calçada" e, assim que apresentar condições de segurança, a outra esteira será liberada. Não temos um prazo de quando isso ocorrerá, mas, com certeza, será nesta semana — informou Furtado. 

Ainda não há informações do impacto que esta interrupção causará, mas, segundo informações de um representante de uma multinacional de agronegócio e alimentos que opera no Porto de São Francisco, cada navio fundeado tem custo estimado de US$ 15 mil por dia. Além do prejuízo financeiro, a longo prazo, as exportações ficam inviabilizadas e também poderá haver saturação dos silos com a permanência dos grãos no porto e filas de caminhões que descarregam cargas no local. 

O terminal graneleiro possui uma área de 39 mil metros quadrados, com capacidade estática de armazenagem para granéis sólidos de 70.000 toneladas, de recebimento de mil toneladas por hora e capacidade de expedição nominal de 3 mil toneladas por hora. O mês de janeiro registrou 265 mil toneladas para exportação, equivalente a 8 mil toneladas por dia, e no mês de março do ano passado, chegou a uma média de 24 mil toneladas por dia. 

Ontem, havia sete navios aguardando carregamento neste píer e outros dois devem chegar até o fim desta semana. Segundo o diretor administrativo e financeiro da Cidasc, Valdo José dos Santos Filho, já foi feito pedido de orçamento a empresas para fazer o reparo na galeria avariada. Ele não informou quando ocorreu a última manutenção no local, mas avisou que há um edital em produção para contratar uma empresa que será responsável pela manutenção do terminal graneleiro em tempo integral. 

— Nosso terminal funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano. O equipamento tem mais desgaste que os outros e fica sujeito a este tipo de problema — analisou. 

 

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