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Carnaval 201810/02/2018 | 22h57Atualizada em 10/02/2018 | 23h15

Escolas de samba desfilam na passarela em Florianópolis 

Neste sábado, passam pela Nego Quirido as seis agremiações do Grupo Especial

Escolas de samba desfilam na passarela em Florianópolis  Cristiano Estrela/Diário Catarinense
Apresentação da Dascuia Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense
Diário Catarinense
Diário Catarinense

Centenas de pessoas acompanham nas arquibancadas o desfile das escolas de samba do grupo especial de Florianópolis neste sábado. As seis escolas vão disputar o título do Carnaval 2018

Cada escola do Grupo Especial terá uma hora e dez minutos para apresentar ao público e aos jurados todo o trabalho feito durante o ano na avenida. A primeira a desfilar neste sábado é a Dascuia. O samba-enredo da caçula do Carnaval da Capital é Nas memórias de um Griot, surge sua majestade – O samba e o Reino da Pequena África. A apresentação começou por volta das 22h30min. 

Dascuia na passarela em Florianópolis
Abertura dos desfiles, com a DascuiaFoto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Por volta das 23h, o trânsito  na Via Expressa, no acesso à Ilha, ainda estava parado. Os desfiles devem seguir até 6h45min, quando está previsto para encerrar a apresentação da Consulado. 

Dascuia na passarela em Florianópolis
Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Pelo segundo ano consecutivo, as escolas dos grupos de acesso não vão desfilar. O motivo é a falta de recursos financeiros. 

Ordem dos desfiles

Dascuia - 22h30min às 23h40min

A escola de samba Dascuia, a caçula do Carnaval de Florianópolis, promete encantar a plateia com a história do samba desde sua origem no continente africano, passando pela Pequena África, no Rio de Janeiro, até chegar a Florianópolis e na comunidade do Morro do Céu, de onde é o patrono da escola, seu Altamiro José dos Anjos, o Dascuia, de 82 anos. 

 Quem narra essa história é o próprio Dascuia no samba-enredo Nas memórias de um Griot, surge sua majestade – O samba e o Reino da Pequena África. As 24 alas e os cerca de 1,2 mil integrantes pretendem contar um pouco da vida do homem mais apaixonado pelo Carnaval. A escola Dascuia nasceu como um bloco de sujos, o Bonecas da Dadá, em 2004. Em pouco tempo se transformou em escola e em 2014 foi campeã do grupo de acesso.

Nação Guarani - 23h55min às 1h05min

 A escola representante de Palhoça no Carnaval de Florianópolis vai para a Passarela Nego Quirido contar a história e os mistérios do mar, das navegações e das descobertas. O enredo O mapa da vida... Linhas e horizontes de uma Nação ainda fala dos signos, do mapa de Piri Reis, do Cruzeiro do Sul até chegar às suas origens, as tribos tupi-guarani.

A Nação Guarani será a segunda escola a entrar na avenida com cerca de 1,2 mil componentes em 20 alas. A escola nasceu da vontade de representar o município, a união dos povos e a recordação das tribos indígenas. Criada em 2011, a Nação conquistou o campeonato do grupo de acesso em 2015 e hoje é uma associação sem fins lucrativos com diversos trabalhos sociais e culturais realizados ao longo do ano para as pessoas com baixa renda e com necessidades especiais.

Unidos da Coloninha - 1h20min às 2h30min

A escola campeã do grupo especial do Carnaval 2017 de Florianópolis, a Unidos da Coloninha vai para a Passarela Nego Quirido contar a história da tecnologia e suas evoluções. Para honrar a terrinha, a agremiação vai focar nas invenções que saíram do polo tecnológico de Floripa com o enredo Tecnópolis – O Passaporte de Floripa para o Mundo. A gigante do continente vai ter 20 alas e 2 mil integrantes.

A Sociedade Recreativa e Cultural Unidos da Coloninha completou, no dia 10 de janeiro, 56 anos. É uma senhora escola de samba que começou como um bloco de crianças no bairro Estreito e se transformou em uma grande família. A escola ficou afastada do Carnaval por 20 anos e se tornou campeã pela primeira vez em 1984. O título foi o primeiro da série de cinco campeonatos consecutivos alcançados até 1989 (em 1988 não houve desfile). A escola levou a taça ainda em 1995, 2009, 2016 e 2017.

Embaixada Copa Lord - 2h45min às 3h55min

 A Embaixada Copa Lord será a quarta escola a desfilar no Carnaval de Florianópolis 2018. A amarelo, vermelho e branco do Morro da Caixa vai para a Passarela Nego Quirido contar a história do manjericão. A erva, conhecida por seus poderes curativos e de limpeza espiritual, já foi alvo de perseguição até se tornar símbolo de purificação, usada como tempero e, principalmente, nos rituais de diversas religiões e crenças.

A escola vai levar para a avenida 1,3 mil componentes e 21 alas, além de duas alegorias. Criada por quatro amigos, a Copa Lord já tem quase 63 anos de carnavais. O primeiro nome sugerido para a escola foi Os Garotos do Ritmo. Mas, logo ele foi mudado para Embaixada Copa Lord. Embaixada significa a união de negros e brancos no samba, a gíria Copa Lord quer dizer jogada alta. A ideia era que a escola fosse a grande jogada do Carnaval da Capital.

Os Protegidos da Princesa - 4h10min às 5h20min

A escola de samba Os Protegidos da Princesa vai para a Passarela Nego Quirido com o enredo Das terras kaingangs às terras do futuro! A agremiação vai homenagear todo o Oeste catarinense, desde o povo indígena, passando pela colonização, guerras e conflitos até as grandes festas, como o Carnaval de Joaçaba, a festa Farroupilha, e, claro, o futebol. A escola será a penúltima a entrar na avenida com 20 alas, dois carros alegóricos e 1,2 mil integrantes.

A escola do Morro do Mocotó foi fundada em 1948 por marinheiros e é a mais antiga da Ilha. Ela possui 26 títulos. A última vez que carregou o posto de campeã foi em 2015, sendo que em 2014 já tinha levado o prêmio para casa.

Consulado - 5h35min às 6h45min

A última escolar a desfilar na Passarela Nego Quirido será a Consulado. A agremiação do Saco dos Limões, na Ilha de Santa Catarina, vai apresentar o enredo Os Sete Reinados do Rei João, uma homenagem a um dos maiores carnavalescos do país João Jorge Trinta, o Joãosinho Trinta, que faleceu em 2011. Em 2018, Joãosinho completaria 85 anos. Na avenida, a Consulado não irá contar a sua biografia, mas os reinados de suas histórias, que serão os condutores do enredo.

A vermelho e branco foi fundada em 1986. Mas a sua história no Carnaval de Florianópolis começou 10 anos antes com o bloco Carnavalesco Consulado do Samba, formado por trabalhadores da Eletrosul recém-transferidos do Rio de Janeiro para a Capital catarinense. A Consulado já conquistou sete títulos no grupo especial. Em 2015, foi rebaixada para o grupo de acesso, mas venceu no ano seguinte e retornou ao grupo principal. 

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