Câmara de Joinville debate possível proibição do tráfego noturno de cargas perigosas na Serra Dona Francisca - Geral - A Notícia

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Política21/02/2018 | 11h28Atualizada em 21/02/2018 | 11h28

Câmara de Joinville debate possível proibição do tráfego noturno de cargas perigosas na Serra Dona Francisca

Entidades representativas foram ouvidas em reunião nesta terça-feira

Câmara de Joinville debate possível proibição do tráfego noturno de cargas perigosas na Serra Dona Francisca Cleber Gomes/Especial
Condições da via também foram debatidas Foto: Cleber Gomes / Especial

A Câmara de Vereadores de Joinville começou a debater na terça-feira (20) a possibilidade de proibição do tráfego noturno de veículos com cargas tóxicas e perigosas na Serra Dona Francisca (SC-418). Motivada por um pedido do vereador Fabio Dalonso (PSD), a reunião teve como pano de fundo a preocupação de que um acidente contamine os rios e prejudique o abastecimento de água em Joinville.

Essa reunião serviu para ouvir os envolvidos no processo, tanto as entidades de defesa do meio ambiente, quanto os responsáveis pela manutenção da via, controle de tráfego e os próprios representantes dos sindicatos dos postos de combustíveis e das empresas transportadoras de cargas.

A intenção é de reunir elementos para, na medida do possível, reivindicar um pedido junto aos deputados estaduais, que detém o poder de deliberação e voto sobre o tema, e chamar a atenção das autoridades estaduais de trânsito.

Durante o encontro, a Defesa Civil informou que há três anos não são registrados acidentes com cargas perigosas no trecho da Serra. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão destacou também que já há um plano de contingências e emergências para o caso de alguma catástrofe ambiental. 

As chances disso acontecer são remotas na avaliação da Companhia Águas de Joinville, porque há válvulas de controle no sistema de captação que podem ser fechadas. No entanto, em caso de ocorrência de contaminação, Jalmei Duarte, ex-presidente da Cia, aponta que a cidade poderia ficar de três a seis meses com a estação interrompida para sua total depuração. É necessário ainda a criação de um estudo para saber a capacidade de autodepuração da bacia hidrográfica.

Outra cobrança foi por melhorias nas condições da via, que, para a maioria dos órgãos representativos, é um dos principais fatores para minimizar os riscos de acidentes. Luiz Antônio Amin, presidente Sindipetro, lembrou, por sua vez, que o tráfego de caminhões-tanque já é proibido após as 18h, no local.

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