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Meteorologia30/01/2018 | 21h58Atualizada em 30/01/2018 | 22h03

Saiba como funciona e o que o Estado ganha com o radar móvel no Sul

Aparelho completa a cobertura de 100% do território catarinense por radares meteorológicos

Saiba como funciona e o que o Estado ganha com o radar móvel no Sul Guilherme Hahn/Especial
Instalado em Araranguá, dispositivo pode ser deslocado até qualquer outro ponto do Estado Foto: Guilherme Hahn / Especial

As mudanças no tempo em Santa Catarina em breve poderão ser observadas nas telas de radares meteorológicos em todo o território do Estado. A região Sul, que ainda não contava com um radar próprio, recebeu nesta terça-feira um aparelho na área cedida pela Marinha no farol do Morro dos Conventos, em Araranguá. Trata-se de um radar móvel, com raio de alcance de aproximadamente cem quilômetros, comprado pela Defesa Civil por R$ 3,4 milhões.

Somadas, as áreas de cobertura do equipamento em Araranguá e dos outros dois aparelhos em operação no Estado (radar do Oeste, em Chapecó, e radar de Lontras) permitem a observação meteorológica de 100% do mapa de SC. O radar do Sul gerou as primeiras imagens meteorológicas nesta terça, mas a inauguração oficial está prevista para os últimos dias de fevereiro. 

O novo dispositivo permite o monitoramento detalhado das condições do tempo em pelo menos 41 municípios da região, identificando névoas, chuvas intensas ou moderadas, queda de granizo e velocidade dos ventos. A maior parte do espaço coberto pelo radar móvel já está dentro do raio de observação do radar de Lontras. 

O que o Estado ganha com o uso do novo equipamento, destaca o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, Frederico Rudorff, é uma análise mais precisa dos eventos meteorológicos no Sul. Isto porque o radar de Lontras consegue detectar se há chuva em um município do extremo Sul, por exemplo, mas sem precisar a taxa de precipitação, ou seja, a quantidade de chuva caindo. 

Além de haver retração do sinal por causa da distância, o efeito da curvatura da terra não permite que o aparelho em Lontras identifique nuvens mais baixas em distâncias tão expressivas. Reconhecidas pela baixa altitude, as chuvas decorrentes da circulação marítima — deslocamento da umidade do mar em direção à costa — representam uma situação típica a ser monitorada pelo novo radar.

—Por isso é importante haver o radar no extremo Sul. Teremos um detalhamento mais próximo do solo sobre o que está acontecendo. O radar de Lontras está numa distância muito grande e já não consegue determinar com precisão esse tipo de precipitação — destaca Rudorff.

Maior autonomia para a região

Eventos como enxurradas, vendavais, granizo e descargas elétricas são os que mais preocupam a Defesa Civil na região Sul. Com o início das operações do radar móvel, a expectativa é de que os órgãos de defesa naquela parte do Estado tenham maior autonomia na identificação dos riscos.

— Vamos ganhar precisão na previsão do tempo. Com isso, a gente vai dar uma resposta mais rápida para a comunidade através dos alertas — reforça o coordenador regional de Defesa Civil em Araranguá, Sebastião Antônio de Souza.

A base no Morro dos Conventos, diz o coordenador, não era a primeira opção para abrigar o radar móvel, mas acabou escolhida porque o terreno não pode ter construções que façam obstáculo ao sinal.

—Chegando ao Morro dos Conventos vimos que tínhamos uma visão muito privilegiada, contemplado municípios ao Sul e ao Norte da área de abrangência — explica Souza.

Inicialmente, o Estado estimou que o radar móvel cobriria até 52 cidades. A capacidade confirmada, no entanto, é de 41 municípios porque a projeção anterior considerava um círculo perfeito, mas estudos de propagação apontaram que haverá bloqueio na serra.


 

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