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Sob investigação04/01/2018 | 17h27Atualizada em 04/01/2018 | 17h27

Filme sobre a vida de Lula é alvo da Lava-Jato

"Lula, o filho do Brasil" custou R$ 12 milhões e contou com o financiamento da Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa

Filme sobre a vida de Lula é alvo da Lava-Jato Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
GaúchaZH
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O filme que conta a história de vida do ex-presidente Lula tornou-se alvo das investigações da operação Lava-Jato.  A polícia Federal está investigando a participação de empreiteiras no financiamento de Lula, o filho do Brasil que estreou em 2010.

O ex-ministro Antônio Palocci  foi chamado para prestar depoimento no último dia 11. Na ocasião, Palocci foi questionado pelo delegado Filipe Hille Pace sobre a relação com a produção do filme. O ex-ministro declarou que “deseja colaborar na elucidação de tais fatos”, mas que naquele momento ficaria em silêncio.

O empreiteiro Marcelo Odebrecht também foi intimado para prestar depoimentos. Ele respondeu a diversas perguntas sobre o caso e esclareceu sobre e-mails extraídos do seu computador que supostamente teriam ligação com o financiamento do filme.

As mensagens, transcritas pelo jornal Estado de S. Paulo, eram endereçadas a outros funcionários da empresa que posteriormente se tornaram delatores da Lava-Jato, como os executivos Alexandrino Alencar e Pedro Novis.

"O italiano (apelido usado pela empreiteira para identificar o ex-ministro Antonio Palocci) me perguntou sobre como anda nosso apoio ao filme de Lula, comentei nossa opinião (com a qual concorda) e disse que AA  (Alexandrino Alencar) tinha acertado a mesma com o seminarista, mas adiantei que se tivermos nos comprometido com algo, seria sem aparecer o nosso nome. Parece que ele vai coordenar/apoiar a captação de recursos", escreveu o empreiteiro.

De acordo com a PF, "Seminarista", seria uma referência a Gilberto Carvalho, ex-ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência (2011/2015/Governo Dilma).

Além da Odebrecht, participaram do financiamento do filme as empreiteiras OAS e Camargo e Côrrea. O custo do filme foi de R$ 12 milhões.

 
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