Entidades e lideranças políticas de Santa Catarina repercutem aumento da pena do ex-presidente Lula - Geral - A Notícia

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Política24/01/2018 | 20h36Atualizada em 24/01/2018 | 20h36

Entidades e lideranças políticas de Santa Catarina repercutem aumento da pena do ex-presidente Lula

Representantes do PT buscaram fortalecer o nome de Lula como pré-candidato à presidência

A manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também teve sua pena ampliada em julgamento pelo Tribunal Regional Federal (TRF4) em Porto Alegre, repercutiu entre entidades e lideranças políticas catarinenses. Entre os integrantes do PT no Estado, o discurso pós-julgamento buscou fortalecer o nome de Lula como pré-candidato ao Planalto.

—Sabe o que muda com esse placar? Nada, apenas a confirmação de que a Lava-Jato está comprometida com o golpe de Temer e do PSDB. Lula é e será o candidato do povo brasileiro. Se querem derrotar Lula vão para as urnas e não se escondam atrás de togas — escreveu nas redes sociais o deputado federal e presidente do PT em SC, Décio Lima.

Também deputado federal pelo PT, Pedro Uczai gravou um vídeo com manifestação no mesmo tom do colega de partido. 

—O resultado em Porto Alegre é menos importante do que nós vamos fazer daqui pra frente. No dia de amanhã (quinta-feira), em São Paulo, junto das lideranças nacionais, será lançada a pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva como nosso pré-candidato a presidente da República — reforçou.

Procurado pela reportagem, o deputado estadual e presidente do PSDB no Estado, Marcos Vieira, classificou a atuação do tribunal em Porto Alegre como fundamentada e consistente.

—A Justiça brasileira está fazendo a sua parte. Nesse caso, não só confirmou como agravou a pena. Reconhece que o ex-presidente Lula praticou um delito, razão pela qual tem de ser sentenciado e cumprir pena. Que todos os que tenham cometido delito sigam o mesmo caminho. Foram votos com muita fundamentação, consistentes — opinou.

Deputado federal e presidente do PP em SC, Esperidião Amin destacou a autonomia da Justiça.

—Decisão judicial se cumpre, se respeita, em nome da mesma democracia que mencionei (em entrevista anterior) e do Estado democrático de direito. Palpite é uma coisa, decisão judicial é outra. Decisão judicial de segunda instância, por unanimidade, cumpre-se. Sem respeito às instituições, nenhum país do mundo sobreviveu. Gostando ou não gostando, respeita-se — pontuou.

A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio SC) divulgaram manifestação por nota. A Acif apontou que "a decisão, histórica, representa um passo adiante no esforço que o País vem fazendo para combater a corrupção e reforça a independência do Judiciário". 

Em texto assinado pelo presidente da entidade, Bruno Breithaupt, a Fecomércio manifestou que a condenação do ex-presidente mostra que as “instituições no Brasil estão em pleno funcionamento”. 

"Até outubro teremos ainda um conjunto de fatos que certamente vão interferir na dinâmica eleitoral, mas me parece que o país tem caminhado numa direção de rejeitar extremismos e salvadores da pátria”, escreveu Breithaupt.



 

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