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Sem banho de mar26/01/2018 | 17h23Atualizada em 26/01/2018 | 19h08

Balneabilidade em SC volta a ter o pior resultado semanal das últimas cinco temporadas 

Apenas 43,7% dos pontos analisados pela Fatma estão próprios para banho

Balneabilidade em SC volta a ter o pior resultado semanal das últimas cinco temporadas  Cristiano Estrela/Diário Catarinense
Apenas 43,7% dos pontos analisados pela Fatma estão próprios para banho Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

O relatório de balneabilidade das praias divulgado nesta sexta-feira pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) trouxe mais uma notícia negativa para Santa Catarina. Apenas 43,7% dos pontos analisados estavam próprios para banho nesta semana, o que representa 94 de um total de 215. Com isso, o Estado tem, pela segunda semana seguida, o seu pior resultado das últimas cinco temporadas. O último relatório havia apontado 49,3% de pontos próprios.

A situação é especialmente crítica em Florianópolis. Na Capital, apenas 36% dos locais, ou 27 de 75, tinham condições para banho. No Norte da Ilha, as praias de Canasvieiras, Pontas das Canas e Cachoeira do Bom Jesus estavam com todos os pontos impróprios. Em Jurerê, apenas um ponto de seis analisados tinha boas condições. Na parte internacional, os dois pontos não estavam próprios. Outra praia bastante conhecida, Ingleses tem um ponto próprio para banho (no canto esquerdo da praia) e seis sem balneabilidade.

Em Balneário Camboriú, nove dos dez pontos localizados entre a Barra Norte e Barra Sul, incluindo a praia Central, estavam impróprios. Na região de Itapema e Porto Belo, eram 12 pontos impróprios de 14. No mapa abaixo, você pode ver a condição de todos os 215 analisados pela Fatma.

Para o gerente de balneabilidade da Fatma, Oscar Vasquez Filho, este provavelmente deve ser o relatório com mais pontos impróprios de toda a temporada de verão. Ele lembra que as últimas semanas foram extremamente chuvosas no litoral catarinense, embora a chuva, por si só, não devesse ser um fator que leva à falta de balneabilidade.

— Não podemos culpar a chuva. Ela apenas conduz as matérias inadequadas para o mar. O principal problema são as pessoas que insistem em não fazer o tratamento de maneira correta. É preciso aumentar a fiscalização, a nossa capacidade de tratamento e o nosso sistema de drenagem —diz Vasquez Filho.

A expectativa, agora, é que o tempo esteja mais seco em fevereiro, o que deve ajudar a melhorar os resultados. Além disso, conta Vasquez, o número de turistas no litoral será menor, diminuindo também a produção de dejetos:

— O que a chuva tinha de levar, ela já levou. A tendência é que os resultados melhorem nos próximos relatórios. Mas não há como negar que os resultados de janeiro foram muito ruins.  Os piores desde a temporada de 2013/2014, quando assumi a gerência. 

Para o professor de biologia pesqueira Rodrigo de Freitas, da Unisul, o sistema catarinense de esgotamento sanitário não é preparado para receber um contingente tão grande de gente, como ocorre durante o verão. Com isso, todos os anos acabam acontecendo problemas no litoral.

— Em alguns anos, eles são mais leves. Em outros, mais graves — diz.

O professor conta ainda que os oceanos estão perdendo a capacidade de absorver tantos detritos, em especial material plástico. Isso faz com que surjam cada vez mais problemas ambientais e também econômicos, como nos setores pesqueiros, da maricultura e do próprio turismo. 

Diante desse quadro, ele diz que é necessário que o tema se torne prioritário para os governantes, mesmo não sendo popular. Como exemplo, Freitas cita obras de saneamento que ocorreram em Laguna e provocaram reações da população por conta de engarrafamentos.

Sobre conexões ilegais nas galerias pluviais, o acadêmico sugere aumento da fiscalização e a aplicação de multas mais pesadas:

— Detectar o problema e resolver é muito simples. A grande questão é o governo assumir isso como prioridade. 

Entenda como é feita a análise da Fatma

A Fatma segue as normas da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Dessa maneira, é levado em consideração o conjunto das últimas cinco análises. Para que um ponto seja considerado impróprio, duas dessas cinco análises precisam ter resultados negativos — com mais de 800 coliformes por 100 mililitros de água. Outra possibilidade de o ponto não estar banhável é se em apenas uma coleta forem localizados mais de 2 mil coliformes por 100 mililitros de água. 

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