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Criciúma18/12/2017 | 06h00Atualizada em 18/12/2017 | 06h00

Ricardo Dias: obra mais aguardada do Sul do Estado será inaugurada esta semana

A Via Rápida começou a ser construída em 2013 e deveria estar pronta desde 2015

Ricardo Dias: obra mais aguardada do Sul do Estado será inaugurada esta semana Julio Cancelier/divulgacao
Foto: Julio Cancelier / divulgacao

Entrar ou sair de Criciúma hoje é um desafio. Os motoristas precisam driblar o trânsito intenso e as péssimas condições das rodovias de acesso à cidade. A Via Rápida, batizada como Via Vêneto em referência aos italianos que colonizaram Criciúma, começou a ser construída em 2013 e é a esperança para desafogar o fluxo de veículo nos três principais acessos à cidade. O projeto, que será a primeira ligação duplicada entre o maior município da região Sul e a BR-101, era promessa para 2015, mas será inaugurado na próxima quarta-feira, às 10h. A rodovia é o principal investimento do governo do Estado na região Sul e a segunda maior obra de Santa Catarina no momento. 

Projetada para receber 22 mil veículos por dia, com 12,7 quilômetros de extensão e 17 viadutos, a rodovia inicia na região da Grande Próspera, em Criciúma, com dois acessos no perímetro urbano e segue por 10 quilômetros até a BR-101, passando pelo município de Içara. A estimativa é que a Via Rápida diminua o tempo do trajeto entre o centro de Criciúma e a BR-101 de 25 minutos para 8 minutos.

O investimento da obra, através do Pacto Por Santa Catarina, é de mais de R$ 110 milhões. Projetada inicialmente para ser uma rodovia com pedágio, a via seria construída pela SC-Parcerias, mas o governo do Estado assumiu os trabalhos. A obra deveria estar pronta desde 2015, mas os serviços ficaram parados por quase um ano e o prazo de entrega precisou ser alterado cinco vezes.

As principais dificuldades para a conclusão foram as negociações para fazer desapropriações. A comunidade do bairro Poço Oito, por exemplo, exigiu que fosse feita a interseção com a rodovia BR-101, além do deslocamento das redes de energia e água.

Apesar da data de inauguração confirmada, ainda ficarão pendências a serem resolvidas. Ao todo, o valor pago em desapropriações já chega a R$ 26 milhões e há mais R$ 8 milhões em processos judiciais que estão em andamento.

— Tem desapropriações que estamos quitando ainda — diz o secretário de Estado da Infraestrutura Luiz Fernando Vampiro.

Além disso, a rodovia será inaugurada sem a iluminação, pois esse investimento não consta no projeto inicial. A Secretaria de Estado da Infraestrutura diz que o projeto está avaliado em R$ 3 milhões e está passando por readequações para ser submetido à análise da Celesc já na próxima semana. Ele garante que, por enquanto, a sinalização vertical e horizontal, como placas e tachões, vai ser suficiente para dar segurança aos motoristas.

A meta, segundo ele, é resolver as questões pendentes até maio de 2018, quando se encerra o contrato com a empresa responsável pela execução da obra. Também neste mês, espera-se estar com a instalação da parte elétrica em andamento. Os moradores reclamam também da falta de alternativa para sair e entrar nas comunidades. 

— Vão inaugurar a Via Rápida, mas aqui no nosso bairro Terceira Linha falta uma alça de acesso. A gente não tem como sair, não fizeram a lateral — reclama uma moradora.

Imprudência 

A Via Rápida, batizada como Via Vêneto em referência aos italianos que colonizaram Criciúma, começou a ser construída em 2013 e é a esperança para desafogar o fluxo de veículo nos três principais acessos à cidade. O projeto, que será a primeira ligação duplicada entre o maior município da região Sul e a BR-101
Foto: Silas Junior / NSC TV

Antes mesmo de ser inaugurada, a Via Rápida virou atalho para motoristas imprudentes. Apesar dos bloqueios colocados na pista, muitos se arriscam a trafegar pelo trecho ainda em obras. No último fim de semana, duas mortes foram registradas em menos de 24 horas. Num dos acidentes, o motorista de um caminhão bateu de frente com uma moto no acesso à estrada. O motociclista morreu na hora. Na outra colisão, dois carros bateram de frente — um dos condutores dirigia pela contramão. Uma jovem de 17 anos morreu após ser encaminhada para o hospital. O governo do Estado informou que em alguns acessos não pôde colocar o bloqueio de concreto ainda porque isso atrapalharia os caminhões usados no trabalho para finalização das obras. A velocidade máxima no trecho, após inaugurado, será de 110 km/h.

Antigos acessos precisam de atenção
Criciúma tem hoje três acessos que ligam à BR-101: SC-445 — rodovia estadual que passa por dentro de Içara; — Rodovia Luiz Rosso — que corta áreas industriais e bairros populosos — e Rodovia Jorge Lacerda — quase no limite de Criciúma com as cidades de Maracajá e Forquilhinha. E ainda que cada uma ajude a distribuir o fluxo de carros e caminhões que diariamente entram e saem da região, quase sempre o motorista sofre em dirigir nos trechos, que acumulam buracos e remendos feitos ao longos dos anos.

Revitalização da SC-445
A obra de revitalização da SC-445, em Içara, está prevista para 2018. A Secretaria de Estado da Infraestrutura investirá R$ 8,5 milhões na restauração do trecho de 10 quilômetros. O prazo para conclusão da obra é de 10 meses. A empresa vencedora da licitação foi a Setep Construções e os trabalhos deverão iniciar após o Carnaval, com o encerramento da temporada de verão para evitar problemas de congestionamentos. A SC-445 recebe todos os dias cerca de 30 mil veículos. Na alta temporada, a rodovia apresenta longos congestionamentos e uma viagem de pouco mais de 20 quilômetros de Criciúma ao Balneário Rincão pode demorar até três horas.

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