Os atentados, as tensões as polêmicas de Trump se destacam no mundo em 2017 - Geral - A Notícia

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Retrospectiva31/12/2017 | 14h05Atualizada em 31/12/2017 | 14h25

Os atentados, as tensões as polêmicas de Trump se destacam no mundo em 2017

Confira uma lista de temas que ganharam manchetes no mundo neste ano

Os atentados, as tensões as polêmicas de Trump se destacam no mundo em 2017 Jessica GOW/AFP
Atropelamento deixa cinco mortos e 15 feridos em Estocolmo Foto: Jessica GOW / AFP
diario catarinense

2017 fica marcado novamente pelos atentados, violência e desastres naturais. No Estados Unidos Trump confirma o jeito polêmico de governar, enquanto na Coreia do Norte Kim Jung-un demonstra poderio bélico. Confira temas que se destacaram no mundo neste ano.

Terror de todos os lados

3.4 | Uma bomba explode no trem que atravessava o túnel entre duas estações de metrô em São Petersburgo. O suspeito é russo, tem 22 anos e atende por Akbarzhon Jalilov.
14 mortos, 51 feridos.

7.4 | Um homem sequestra um caminhão de cerveja e atropela pedestres em Estocolmo. A polícia prende o uzbeque Rakhmat Akilov, 30 anos, como o autor do ataque.
5 mortos, 15 feridos.

22.5 | Terminado o show da cantora Ariana Grande na Manchester Arena, na cidade homônima inglesa, ouve-se uma explosão. O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assume o atentado, cometido pelo homem-bomba Salman Abedi, um inglês de 22 anos, descendente de líbios. Cinco pessoas são presas, acusadas de integrarem células terroristas.
22 mortos, mais de 60 feridos.

3.7 | Após atropelarem pedestres na ponte de Londres com uma van branca, três homens saem esfaqueando pessoal no mercado Borough e em um restaurante. O trio é morto pela polícia. No dia seguinte, a agência de notícias islamita Amaq afirma que eles eram do EI.
11 mortos, 48 feridos.

17.8 | Um homem dirigindo um furgão atropela pedestres em La Rambla, um dos principais pontos turísticos de Barcelona. Quatro pessoas são presas; outra teria sido morta pela polícia. O motorista seria Driss Oubakir, de origem marroquina. O EI assume a autoria.
17 mortos, 152 feridos.

14.10 | Um caminhão-bomba explode em frente a um hotel no centro de Mogadíscio, capital da Somália. Autoridades creditam o atentado a uma célula do Al-Shabaab, grupo fundamentalista islâmico filiado à Al-qaeda.
358 mortos, mais de 400 feridos.

31.10 | O uzbeque Sayfullo Saipov, 29 anos, investe com uma caminhonete contra ciclistas e corredores no parque do rio Hudson, em Nova York. Depois de bater em um ônibus escolar, ele é baleado por um policial e preso. Uma bandeira e um documento do EI são encontrados no veículo.
8 mortos, 12 feridos.

24.11 | Munidos de armas, bombas e uma bandeira do EI, cerca de 30 homens invadem uma mesquita cheia de fiéis sufis (vertente moderada do islamismo) em Bir al Abed, no Egito.
305 mortos, 128 feridos.

1.10 | Do 32º andar do hotel e cassino Mandalay Bay, em Las Vegas, um terrorista - ou "lobo solitário", branco e ocidental - dispara contra a plateia de um show country. Em seguida, segundo a polícia, ele se suicida. O EI reivindica o massacre e diz que o autor, o americano Stephen Paddock, 64 anos, era um "soldado convertido ao Islã há alguns meses", mas o FBI descarta o vínculo com a organização.
58 mortos, mais de 500 feridos.

Atentado em Las Vegas, nos Estados Unidos
Massacre próximo a um cassino em Las Vegas, nos Estados UnidosFoto: David Becker / Getty Images North America/AFP

Ninguém se entende

A crise política e econômica faz a turbulência virar rotina na Venezuela. Mais de 120 pessoas contra ou a favor do governo de Nicolás Maduro morrem em conflitos com a polícia. Os chavistas (simpatizantes do ex-presidente Hugo Chávez) acusam os Estados Unidos de agirem para desestabilizar o país, enquanto a oposição prega a queda do Partido Socialista Unido, há 18 anos no poder.

Tensão pré-reforma

18.12 | Milhares de hermanos vão às ruas de Buenos Aires contra a reforma da Previdência do governo de Mauricio Macri. Os protestos deixam 162 feridos, entre eles 88 policiais recebidos com uma chuva de pedras. Um dos pontos polêmicos da proposta é a nova fórmula para atualizar as pensões, que fará os aposentados perderem poder aquisitivo. No dia seguinte, o projeto é aprovado pelo Congresso argentino por 128 votos a 116, graças ao apoio dos peronistas.

Orgulho catalão

1.10 | Sob forte repressão policial e contrariando a coroa espanhola, o povo da Catalunha vota a favor da independência da região em referendo organizado pelo governo local. O presidente catalão, Carles Puigdemont, é destituído pela Corte Constitucional da Espanha, que ainda emite um mandado de prisão contra ele. Outras 14 autoridades são detidas por rebelião e incitação ao motim.

Trump, o estadista

Donald Trump
Donald Trump e as polêmicasFoto: TIMOTHY A. CLARY / AFP

"Por que Kim Jong-un me insulta me chamando de 'velho' quando eu NUNCA o chamaria de baixo e gordo?"

Donald Trump toma posse em 20 de fevereiro como o 45o presidente dos Estados Unidos e confirma as expectativas a seu respeito:

12.8 | De um lado, brancos carregam tochas, fazem saudações nazistas e xingam negros, imigrantes, homossexuais e judeus em Charlottesville, na Virgínia. De outro, a civilização. Um manifestante atropela um grupo que protestava contra a marcha de extrema-direita. Uma mulher morre e 32 pessoas ficam feridas. Trump conclama a união. Sobre os nazis, nenhuma palavra.

19.9 | Em discurso na ONU, Trump ameaça atacar o país asiático caso continuem os testes militares do regime de Pyongyang.

3.10 | Uma semana após o furacão Maria atingir Porto Rico, Trump visita o país. Sensibilizado com a devastação, joga rolos de papel-toalha à multidão que o recepciona.

6.12 | Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel e ordena a mudança da embaixada dos EUA de Tel-Aviv - onde ficam as representações diplomáticas estrangeiras - para a cidade venerada por cristãos, judeus e muçulmanos. A atitude desrespeita o acordo firmado entre israelenses e palestinos nos anos 1990: a parte ocidental da Jerusalém seria capital de um; a oriental, do futuro Estado do outro - com o reconhecimento simultâneo de ambas.

Kim Jong-un, o diplomático

This picture taken by North Korea's official Korean Central News Agency (KCNA) on January 3, 2016 and released on January 7 shows North Korean leader Kim Jong-Un signing a document for a hydrogen bomb test in Pyongyang. North Korea announced on January 6 it had successfully carried out its first hydrogen bomb test, a development that, if confirmed, would marking a stunning step forward in its nuclear development. AFP PHOTO / KCNA via KNS
Foto: KCNA via KNS / AFP PHOTO

"Cachorro assustado late mais alto. Definitivamente domarei com fogo esse americano senil mentalmente perturbado."

Pode faltar verba para tudo na Coreia do Norte, menos para armamentos. Quanto mais anacrônico, mais Kim Jong-un exibe o poderio bélico do país que governa com mão de ferro. Ao longo do ano, ele ordena o lançamento - por enquanto, apenas para testes - de pelo menos sete mísseis com alcance de 1 mil a 6 mil quilômetros.

O povo escolheu

7.5 | O moderado Emmanuel Macron vence as eleições presidenciais, derrotando socialistas, conservadores e a extrema-direita na França.

24.9 | Angela Merkel conquista mais um mandato como chanceler na Alemanha. Mas o que impressiona é o avanço da extrema-direita no país : 12,6% dos votos, conquistando cadeiras no parlamento pela primeira vez desde a Segunda Guerra.

17.12 | O bilionário conservador Sebastian Piñera se torna o sucessor da centro-esquerdista Michelle Bachelet na presidência chilena, cargo que já havia exercido de 2010 a 2014.

Síria isolada

4.4 | O governo sírio de Bashar al-Assad despeja gás sarin, uma poderosa neurotoxina, sobre a cidade de Khan Sheikhoun, causando entre 80 e 200 mortes, de acordo com agências internacionais. Em retaliação, os Estados Unidos lançam 59 mísseis Tomahawk na base militar de Al Shayrat. Em seis anos de guerra civil, o regime de Assad reconquista mais da metade do país, mas continua isolado, contando somente com o apoio de Rússia e Irã.

A natureza se rebela

30.8 | Com ventos de até 200 km/h, o furacão Irma mata mais de 100 pessoas na Flórida e no Caribe e causa prejuízos de US$ 66 milhões (abaixo). 

Ilha de Saint-Martin após a passagem do furacão Irma, no Caribe
Furacão Irma mata mais de 100 pessoas na FlóridaFoto: Lionel Chamoiseau / AFP

19.9 | Um terremoto de 7,2 graus de magnitude (o máximo é 10) sacode a região central do México. Quatro dias depois, outro (6,2). O número de mortos passa de 300. 

17.6 | Pelo menos 62 pessoas morrem e 54 ficam feridas em um incêndio florestal na cidade de Pedrógão Grande, em Portugal.

 

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