"Não sei qual palavra usar para descrever minha tristeza", diz mãe que denunciou homem por abuso de criança em avião - Geral - A Notícia

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Porto Alegre07/12/2017 | 14h38Atualizada em 07/12/2017 | 15h34

"Não sei qual palavra usar para descrever minha tristeza", diz mãe que denunciou homem por abuso de criança em avião

Advogado de defesa diz que suspeito não cometeu ato libidinoso ou prática com conotação sexual

"Não sei qual palavra usar para descrever minha tristeza", diz mãe que denunciou homem por abuso de criança em avião /

Às 3h30min de segunda-feira (4) partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, o voo que trazia uma família mato-grossense para passar férias em Gramado, na Serra. Na metade do caminho entre a cidade paulista e Porto Alegre, quando as luzes internas do avião estavam baixas, uma mãe diz ter percebido a mão de um homem sobre a coxa de sua filha de seis anos:

— Empurrei ele e perguntei o que ele estava fazendo. Ele se fez de desentendido, dizendo que não sabia o que estava acontecendo.

A mulher afirma que estava sentada na poltrona do corredor com o filho de dois anos no colo. Ao seu lado, no assento central, dormia sua filha. Na janela, estava o suspeito:  

— Ele parecia uma pessoa muito séria. Passou por nós quieto e sentou. Não falou nada. Depois eu dormi e quando acordei vi ele com a mão na coxa da minha filha. Não foi uma mão que caiu, porque ele estava bem acordado. 

A mãe alertou a tripulação sobre o fato que afirma ter testemunhado. Chegando ao Rio Grande do Sul, o comandante pediu que os passageiros permanecessem em seus lugares. Apenas a família - mãe, filha, filho, pai e uma sobrinha do casal - foi retirada da aeronave para prestar depoimento por volta das 5h. Em seguida, os demais passageiros foram liberados, e o homem, acompanhado até a Superintendência da Polícia Federal em Porto Alegre, onde também prestou depoimento. Ele teve a prisão em flagrante homologada por estupro de vulnerável, crime configurado por conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com menor de 14 anos, conforme a lei 217-A.   

— É inadmissível, lastimável. Não sei qual palavra usar para descrever minha tristeza. Me sinto mal por ter deixado ela do lado de um homem desses. A partir de hoje, vou tomar outras medidas para protegê-la. Ficamos até meio-dia na Polícia Federal. Nossa filha não sabia o que estava acontecendo e imaginou que tínhamos feito algo de errado e que seríamos presos — afirma a mãe. 

O advogado do suspeito, Raul Linhares, argumenta que o caso não passa de uma confusão.

— Não houve nenhum tipo de ato libidinoso ou prática com conotação sexual — garante, sem entrar em detalhes.

Na tarde desta quarta-feira (6), a prefeitura de Porto Alegre anunciou a exoneração do suspeito, que exercia cargo em comissão (CC) na Secretaria Municipal de Cultura. "A Prefeitura de Porto Alegre comunica a exoneração do servidor preso pela Polícia Federal na madrugada da última segunda-feira, 4", informa a prefeitura em nota.

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