Diogo Vargas: A cara da violência bate na porta da Secretaria de Segurança - Geral - A Notícia

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Opinião06/12/2017 | 08h44Atualizada em 06/12/2017 | 11h54

Diogo Vargas: A cara da violência bate na porta da Secretaria de Segurança

 

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL, 05-12-2017 - Policiais militares se reúnem em frente ao prédio da Secretaria de Segurança Pública após operação na comunidade da Maloca, a qual deixou um homem morto. Traficantes receberam a tiros os policiais e houve confronto.
Foto: Felipe Carneiro / Diario Catarinense

A violência que assusta Florianópolis no ano de explosão de assassinatos – são cerca de 160 desde janeiro – mostrou a cara desta vez praticamente na porta da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Localizado no continente, ao redor de morros historicamente dominados por traficantes de drogas, o complexo de edifícios da SSP testemunhou nesta terça-feira a sensação de medo e pavor com a ação de criminosos armados que dispararam contra a própria polícia em plena tarde.

Eram cerca de 17h quando uma equipe da Central de Investigações do Continente (Cicon) da Polícia Civil cumpria missão no Morro da Maloca e foi recebida a tiros por traficantes – um criminoso morreu no confronto, conforme a polícia. Essa comunidade fica bem na frente dos prédios do Estado, dividida apenas pela Avenida Ivo Silveira.

O secretário de Segurança, César Grubba, não estava, pois marcava presença em Joinville, onde anunciou reforço de 141 novos policiais militares para o Norte catarinense. Funcionários da secretaria escutaram os disparos, mas afirmaram que não houve correria nem pânico. Vídeos do aparato policial, sendo alguns de dentro da secretaria, circularam em redes sociais após o tiroteio.

Assim que houve o primeiro embate, a PM foi chamada pela Civil como reforço e traficantes novamente atiraram, desta vez contra os militares no Morro da Caixa, este situado ao lado da SSP. Helicóptero, pelotão de motociclistas, viaturas com sirene, policiais correndo a pé com armas na mão, moradores e comerciantes assustados constituíam o cenário nas proximidades. O tráfego de veículos e pedestres ficou cerca de uma hora bloqueado nos dois sentidos.

— Foi apavorante, nunca vi tiroteio tão intenso — relatou uma comerciante. 

O episódio foi encarado pelo alto escalão da Segurança como resultado de uma ação policial que deve e continuará sendo feita para coibir o enraizado tráfico nas comunidades. Autoridades garantem que estão fazendo o possível para reduzir a criminalidade na cidade.

A Segurança se mudou para o continente em agosto. Os relatos são de que este foi o maior tiroteio desde então. Há receio que haja retaliação de criminosos nos próximos dias e novas ações policiais para pacificar as áreas em volta ganharam força.

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