2017 registra onda de violência contra as polícias, motins e atos de ódio e desumanidade - Geral - A Notícia

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Retrospectiva31/12/2017 | 13h00Atualizada em 31/12/2017 | 14h34

2017 registra onda de violência contra as polícias, motins e atos de ódio e desumanidade

Confira assuntos que marcaram o ano na segurança em Santa Catarina

2017 registra onda de violência contra as polícias, motins e atos de ódio e desumanidade Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS
diario catarinense

Violência contras as forças de segurança, crime de ódio, assassinato no cartão-postal de Florianópolis e um ato de desumanidade marcaram 2017. Confira:

Onda de violência

Ataques contra as forças de segurança de Santa Catarina provocam a morte de policiais militares e agentes prisionais:

18.8 | O agente prisional Elton Davi de Oliveira Máximo, 33 anos, é morto a tiros na casa da namorada na zona sul de Joinville. Ele estava de folga e foi atingido por três disparos.

28.8 | O policial militar Joacir Roberto Vieira, 43, é morto na mesma região de Joinville. Ele comprava o presente de aniversário para o filho quando dois homens entraram na loja e o balearam. Presos, os suspeitos falam que cometeram o crime para pagar dívida a uma facção.

 PM é baleado e morto na esquina das ruas Padre Roma e Monsenhor Gercino, no bairro João Costa, na zona Sul de Joinville.
Policial militar é morto em JoinvilleFoto: Maykon Lammerhirt / Grupo NSC

30.8 | Em Camboriú, o sargento Edson Abílio Alves, da reserva remunerada da PM, é assassinado a tiros em frente a uma padaria no bairro Tabuleiro. Imagens do sistema de segurança flagram o momento em que o criminoso surpreende o policial, o derruba e dispara contra a cabeça dele.

31.8 | Começa nova onda de atentados em Santa Catarina com a ameaça a um sargento em Joinville. Bases da Polícia Militar, delegacias, órgãos estaduais e casas de policiais sofrem mais de 50 ataques em uma semana. No período, oito suspeitos são mortos por agentes da força de segurança. Os crimes cessam a partir do dia 7, quando ocorrem operações das polícias Militar e Civil e prisão de mais de cem pessoas.

 Criminosos jogaram artefato explosivo no Departamento de Administração Prisional (Deap) durante a manhã em Palhoça. Fotos da fachada do local. (FOTOS: TIAGO GHIZONI/DIÁRIO CATARINENSE - PALHOÇA - 03/09/2017)
Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense

Massacre e motim em presídios

1.1 | Conflito entre facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, termina com 56 presos assassinados, o maior massacre em presídios brasileiros depois do Carandiru, em 1992, com 111 vítimas.

14.1 | Motim na Penitenciária Estadual de Alcaçuz (RN) tem 26 homicídios e 56 fugas. Com facões e outras armas artesanais, integrantes de organizações criminosas travam uma guerra no local durante dias.

Frase

"O que eu sei é que não tinha nenhum santo."

José Melo (Pros), então governador do Amazonas, comenta sobre o massacre no complexo Anísio Jobim. Em 21 de dezembro, ele foi preso na Operação Maus Caminhos, que apura suspeita de desvios de verbas e fraudes na saúde do Estado.

19.1 | Após rebelião no presídio de Lages, na Serra Catarinense, 11 detentos são feridos e mais de 80 transferidos para outras unidades do Estado. Os presos atearam fogo em colchões em protesto contra a superlotação. Na estrutura com capacidade para 130 pessoas, estavam 267.

7.2 | Oito detentos vestidos de roupa laranja fogem à luz do dia da Penitenciária Industrial de Blumenau, inaugurada em 2016 e considerada uma das mais modernas de Santa Catarina. 

Rio em guerra

23.9 | O confronto entre traficantes e policiais militares no Rio de Janeiro, que motivou o governo carioca a pedir ajuda das Forças Armadas em operação na favela da Rocinha, destaca-se em diversos veículos da imprensa internacional. O Estado atravessou um ano de explosão da violência.

Morto por engano

11.9 | Turista paulista que passava o feriadão da Independência em Florianópolis é encontrado morto na Praia do Moçambique, no leste da Ilha. Segundo a Delegacia de Homicídios, Jadson Andrade teria sido assassinado por engano ao ser confundido com um integrante de facção criminosa paulista. A execução foi gravada e compartilhada por aplicativo de conversa. Dois jovens são presos por participação do crime.

175 ...

... é o número de mortes violentas em Florianópolis de 1º de janeiro a 26 de dezembro. Em 2016, foram 92 casos.

Sangue no cartão-postal

3.3 | Vilmar de Souza Júnior, 29 anos, é assassinado no Mercado Público de Florianópolis por volta do meio-dia, horário de grande movimentação no local. Dois homens cercaram o automóvel da vítima, que trabalhava na peixaria da família no prédio, e efetuaram vários disparos. Segundo a polícia, a suspeita é de que o crime tenha sido encomendado por Danilo de Souza, irmão de Neném da Costeira, um dos maiores traficantes da Grande Florianópolis, porque a vítima era conhecida do suspeito de assassinar um dos irmãos da dupla.

Crime de ódio

10.3 | A transexual Jennifer Célia Henrique, 37 anos, é encontrada morta em uma construção no bairro Ingleses, no Norte da Ilha de SC. A vendedora de cosméticos já tinha registrado dois boletins de ocorrência relatando injúria, homofobia e agressão. O assassinato causa comoção na região e nas redes sociais. Ela tinha forte atuação nos movimentos de causas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT).

Desumanidade no túnel

8.5 | André Pereira Chaves, 40 anos, é furtado duas vezes em 12 minutos após se acidentar no túnel Antonieta de Barros, que leva ao Sul da Ilha de SC. Imagens das câmeras de segurança do local mostram um morador de rua roubando os pertences da vítima logo após o acidente. Depois, um carro Fiat Uno para ao lado e um dos ocupantes leva a moto. A polícia prende o primeiro suspeito: Bruno Alves Fernandes Ribeiro, 21, que já tinha seis autos de prisão em flagrante por furto e posse de drogas. Chaves morre no hospital.

Foto:

Delegados assassinados

31.5 | Os delegados da Polícia Federal, Elias Escobar, 60 anos, e Adriano Antônio Soares, 47, são assassinados após briga em casa de prostituição no bairro Estreito, região continental da Capital. O vendedor de cachorro-quente Nilton Cesar Souza Júnior é considerado o principal suspeito, mas a Justiça arquiva o processo contra ele a pedido do Ministério Público, que alegou legítima defesa. Soares atuava no Rio de Janeiro e foi o responsável pela abertura do inquérito que apurava a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, em acidente de avião em Paraty (RJ).

Um dia de fúria em Lages

1.12 | Um automóvel Renault Sandero invade o calçadão Túlio Fiúza de Carvalho, no Centro de Lages, e fere seis pessoas. O motorista Giovanni Oliveira Fornari, 41 anos, morre após ser baleado por policiais militares. Ele não tinha antecedentes criminais. Em depoimento, familiares dizem que o condutor fazia tratamento para controlar esquizofrenia.

 Um homem invadiu com um carro o calçadão de Lages atropelando várias pessoas , ele foi parado pela PM depois de receber um tiro durante a fuga.
Motorista invade calçadão em LagesFoto: Nilton Wolff / O Goleador

Chacinas

5.4 | Quatro homens são mortos e outros dois gravemente feridos após troca de tiros entre grupos rivais na Costeira, em Florianópolis. Segundo investigação da polícia, um bando de 15 pessoas fortemente armado invadiu o ponto de tráfico de drogas na comunidade para executar integrantes de facção rival.

18.4 | Outro grupo entra no bairro Vargem do Bom Jesus, no norte da Ilha, e executa quatro homens. Um quinto é morto pela Polícia Militar. Segundo relatos de moradores, a troca de tiros foi intensa e teria durado em torno de 20 minutos.

Camaro letal

1.1 | Uma mulher morreu depois de ser atropelada por um Camaro na madrugada no bairro dos Ingleses, em Florianópolis. O marido e um amigo do casal também são atingidos. Ela morre e o esposo tem as duas pernas amputadas. Antes do acidente, o condutor, Jeferson Bueno, bateu em um Audi e numa Hilux. Acusado de homicídio qualificado, ele abandona o carro e fugiu do local. Bueno fica foragido por cinco meses. Tem o mandado de prisão decretado, mas um habeas corpust o mantém em liberdade.

 Na madrugada deste domingo, um atropelamento nos Ingleses, em Florianópolis, resultou na morte de uma mulher. Ela teria sido encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Dois homens também foram atingidos e estão internados em estado grave, um deles com traumatismo craniano.Na foto o local do acidente.
Mulher morreu depois de ser atropelada por um veículo Camaro nos Ingleses, em FlorianópolisFoto: Helen Reis / Divulgação


 

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