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Alerta 20/12/2017 | 14h57Atualizada em 20/12/2017 | 15h01

125 cães são diagnosticados com leishmaniose e 69 são eutanasiados em Florianópolis

Segundo dados da secretaria de Saúde da Capital, os casos estão espalhados em 23 bairros

125 cães são diagnosticados com leishmaniose e 69 são eutanasiados em Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O número de cães diagnosticados com leishmaniose saltou neste ano em Florianópolis . Foram 125 cães diagnosticados com leishmaniose visceral canina (LVC) e 69 eutanasiados, segundo informações da secretaria de Saúde da Capital. Os números desse balanço superam os registrados em todo ano passado, quando foram 74 casos positivos e 35 eutanasiados. 

Desde o início do ano, foram testados 1798 animais, tanto pelo Centro de Controle de Zoonoses  e pela Diretoria de Bem-Estar Animal.  Ainda conforme a secretaria, a doença está espalhada por 23 bairros da Capital. O bairro com maior número de casos da doença é o Saco dos Limões - onde foi registrado o primeiro caso em humanos - com 44 animais contaminados, seguido por Costeira do Pirajubaé (17) e Itacorubi (16).     

Em 2017 também foram registrados os três primeiros casos autóctones em humanos na Capital. O primeiro em  agosto em um morador do Saco dos Limões.  Já o segundo foi em um morador no Pantanal. O terceiro caso foi de uma adolescente de 14 anos  do bairro Rio Tavares, no Sul da Ilha  em dezembro. 

Em relação a esses cães com o parasita, o Centro de Controle de Zoonoses orienta e fornece duas opções: tratamento do animal com assistência veterinária constante e uso permanente de coleira repelente, mediante assinatura de termo de responsabilidade do tutor, ou a entrega do cão para que seja feita a eutanásia, conforme recomenda o Ministério da Saúde.

Os casos positivos passam por dois testes, um de triagem que é realizado no Centro de Controle de Zoonoses, e um confirmatório que é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de SC, segundo a secretaria de Saúde. .

A Secretaria de Saúde de Florianópolis orienta os moradores das regiões com casos em humanos a fazer a limpeza dos terrenos e casas, realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas muito próximas às residências. Outra recomendação importante é o uso de roupas adequadas, como boné, camisa de manga comprida, calças e sapatos fechados, quando permanecer em área de mata ou no entorno especialmente a partir das 17h, horário de maior atividade do mosquito-palha. Indica-se, também, a utilização de coleiras repelentes em todos os cães. 

Saiba como proteger seu cão contra a leishmaniose visceral



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Sintomas em animais:

- emagrecimento;
- enfraquecimento dos pelos;
- apatia;
- descamação ao redor dos olhos, focinho e ponta das orelhas;
- crescimento exagerado das unhas;
- conjuntivite ou outros distúrbios oculares;
- aumento de volume na região abdominal;
- diarreia, hemorragia intestinal e inanição.

Sintomas em humanos:
- febre intermitente com semanas de duração;
- fraqueza;
- perda de apetite;
- emagrecimento;
- anemia;
- palidez;
- aumento do baço e do fígado;
- comprometimento da medula óssea;
- problemas respiratórios;
- diarreia;
- sangramentos na boca e nos intestinos.

Prevenção

Locais com fezes de animais, cascas ou restos de vegetais e folhas podem ser favoráveis para a ocorrência do inseto transmissor da doença. Isto porque o ‘mosquito-palha’, transmissor da leishmaniose, se reproduz em locais sombreados e com acúmulo de matéria orgânica em decomposição.

A melhor forma de prevenção é a limpeza dos terrenos e casas, realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Florianópolis oferece serviço de coleta e realização de exame laboratorial para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina.

Outra recomendação importante é o uso de roupas adequadas, como boné, camisa de manga comprida, calças e botas, quando permanecer em área de mata ou no entorno, especialmente a partir das 17h, horário de maior atividade do ‘mosquito-palha’. Indica-se, também, a utilização de coleiras repelentes de insetos nos cães.

Fonte: Secretaria de Saúde de Florianópolis

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