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Ensino27/11/2017 | 21h46Atualizada em 27/11/2017 | 21h46

UFSC é a sexta melhor universidade federal do país segundo avaliação do MEC

Dados do Índice Geral de Cursos (IGC), referentes a 2016, foram divulgados nesta segunda-feira

UFSC é a sexta melhor universidade federal do país segundo avaliação do MEC Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a sexta melhor instituição de ensino superior pública do país e a melhor do Estado conforme o Índice Geral de Cursos (IGC), cujos dados de 2016 foram divulgados nesta segunda-feira. A UFSC teve 62 cursos avaliados e atingiu 4,0747 pontos em uma escala que tem conceitos de 1 a 5, sendo cinco a nota máxima. Em todo o país, 229 universidades e institutos foram analisados no IGC, sendo que apenas oito universidades no ranking geral pontuaram acima de quatro. Nenhuma atingiu cinco pontos. 

O reitor em execício da UFSC, Ubaldo Balthazar, se manifestou nesta segunda-feira à noite por meio da assessoria de imprensa. Na avaliação dele o resultado consolida o que tem sido dito, "apesar de todas as situações recentes, que abalaram muito a instituição", e demonstra que a instituição é respeitável e tem qualidade o que "seguramente é fruto de uma gestão competente e que vai superar esses momentos de adversidade para cada vez mais se consolidar como uma das melhores instituições do Brasil".

Com pontuação superior a da UFSC, ficaram a estadual Unicamp (4,3744), e as federais UFRGS (4,2985), UFMG (4,2268), UFRJ (4,1072), UFABC (4,1066) e Unifesp (4,0749). A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) se consolidou como a melhor universidade federal do país, já que a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é uma autarquia subordinada ao governo estadual de São Paulo.

Em Santa Catarina foram avaliadas, entre universidades públicas, privadas e institutos, 15 instituições. Dessa relação a UFSC foi a única que pontuou na faixa 5, outras três ficaram na faixa 4 e as demais todas na faixa 3. A UFSC, no entanto, teve a pior nota do triênio 2014-2016, ficando abaixo das nota registradas nos levantamentos anteriores, quando atingiu 4,0935 em 2015 e 4,129 em 2014. Em 2014 a UFSC ficou em sexto lugar no ranking geral de universidades e era a quinta melhor universidade federal do país. Já em 2015, assim como nos dados referente a 2016, divulgados nesta segunda, a instituição ficou no sétimo lugar no ranking geral e foi considerada a sexta melhor entre as federais.   

Áureo de Moraes, chefe de gabinete e corregedor temporário da UFSC, explica que a nota final que compõe o IGC leva em conta diversos fatores, como a nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação, e também a infraestrutura da instituição e o corpo docente, e que, muitas vezes, o indicador que puxa a nota da universidade para baixo nem sempre depende da instituição, mas sim do perfil do acadêmico. 

— Alguns fatores independem da gestão e a gente precisa ponderar qual o indicador que revela essa ligeira queda. Se fosse, em tese, a instituição, poderia ser a nossa biblioteca, mas normalmente, e eu faço isso com propriedade, é o Enade. Ainda existem cursos em que os alunos, por exemplo, boicotam o Enade, mas o Inep não olha isso, ele vai olhar que teve nota zero — justifica. 

Já na faixa 4 estão a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com 3,4677, a Udesc com 3,4502 e o Instituto Federal Catarinense, com 3,1409. Entre as instituições com pontuação na faixa 3 estão, por exemplo, a Universidade do Vale do Vale do Itajaí (Univali). Ela foi a quinta mais bem avaliada entre as instituições catarinenses, com 2,9141 pontos. Já a Furb, instituição privada localizada em Blumenau, no Vale do Itajaí, ficou em 11º entre as universidades catarinenses com 2,6069 pontos. 

Como é feita a avaliação

O Índice Geral de Cursos é usado pelo MEC para mensurar o desempenho do ensino superior no Brasil e guiar políticas públicas e investimentos. Para fazer essa avaliação, o MEC se baseia na análise das condições de ensino, em especial aquelas relativas ao corpo docente, às instalações físicas, ao projeto pedagógico e ao resultado dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). 

São consideradas, para o cálculo, a qualidade dos cursos, revelada pelo Conceito Preliminar de Curso (CPC); a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, a partir de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.

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